Arquivo Novembro, 2007

Toy Addicts 2: Carlos Ribeiro

Continuando a série sobre Toy Addicts entrevistamos o Carlos Ribeiro que é designer gráfico e entrou em contato com Toyart em 2002. Atualmente ele tem mais ou menos uns 30 Toys. Olha alguns deles aí embaixo!

01) Quando e como você entrou em contato pela primeira vez com Toyart?
Eu entrei em contato pela primeira vez com Toyart há 5 anos em uma viagem pra Paris / Londres em 2002. Tinha em Paris uma mega loja e toda uma cena de grafiteiros de lá estava fazendo parte.

02) Como você explica esse boom dos Toys?
Era uma coisa que vinha acontecendo. Pegou um pouco tarde no Brasil pelo preço. É difícil cultivar alguns hobbies por causa do bolso. Mas já era esperado, já estava tomando conta de toda Europa, por exemplo.

03) Por que o interesse por esses “brinquedos de adulto”?
Eu sou designer gráfico e me interessei por Toyart pela forma, grafismos, pintura. Tudo começou a bater, os gostos, comportamento, moda, dessa nova expressão e das pessoas que estavam fazendo.

05) Quando você comprou e qual foi o seu primeiro Toy?
O meu primeiro Toy foi um Dunny do Huck Gee que eu comprei nessa mesma viagem de 2002.

06) Quais são os artistas que mais te chamam atenção e estão fazendo um trabalho legal em Toys?
Meu artista preferido o Kaws, tudo que ele faz é muito criativo e bom. Ele trabalha para a marca Bape que é a nova febre no Japão, NYC, Londres.

07) Quais são os seus Toys sonhos de consumo?
Shogun Dunny e a Geisha Dunny, mas eles esgotaram muito rápido, em questão de 3 dias. Você até encontra em sites como eBay, custando uma fortuna, mas eu ainda tenho esperança que eles lancem novas edições.

08) Quantos Toys mais ou menos você tem hoje em dia?
Tenho mais ou menos uns trinta.

09) Quais são os seus Toys xodós?
Meus Toys “xodós” são umas edições mais grafiteiras, o Futuro rosa e o preto em edição limitada e um Dunny Samurai, todo grafitado em tattoo.

10) Qual a origem da maioria dos seus toys?
A maioria acaba sendo importada, Toy nacional eu não tenho nenhum, até fui numa festa com a exposição de alguns, mas não me despertou atenção.

11) Onde você compra os seus Toys?
Ultimamente eu ando comprando no Brasil, antes eu guardava dinheiro e esperava viajar para trazer, comprava direto da internet ou passava nas lojas aqui, mas achava caro…

12) Você já se aventurou customizando?
Tem um indio maori de madeira que eu quero customizar logo, mas ainda estou na fase de pesquisa…

Valeu pela entrevista, Carlos! ;)

Huge in China II - Fotografia

 


3030: New Photography in China, vendido com exclusividade pela Bangoo

 

Na área de fotografia foi lançado no final do ano passado, 3030: New Photography in China, livro que reúne fotografias realizadas por 30 novos fotógrafos chineses com trabalhos publicados por meio da internet com até 30 anos. Esse critério para a seleção mostra uma imagem atualíssima e arejada da nova cena em fotografia chinesa. O livro está a venda no Brasil com exclusividade por nós da Bangoo (orgulho!) e na Livraria Pop.

O fundador da editora e curador na seleção dos fotógrafos deste livro foi John Millichap, jornalista inglês que morou durante 10 anos em Hong Kong. Em entrevista para a revista digital, com sede em Tóquio, PingMag, Millichap explica porque sua seleção não perdeu tempo com arte que tem a ver com Mao ou Revolução Cultural.

Nós queríamos algo que não lidasse com nenhum dos preconceitos sobre arte chinesa. Como se arte contemporânea de origem chinesa sempre tivesse que pressionar alguns botões e, de algum modo, sempre lidar com alguns clichês como Revolução Cultura e Mao. É uma geração particular e um tipo particular de arte que as audiências ocidentais ou colecionadores ocidentais consideram acessível. Por isso tende a aparecer muito o que é politicamente popular ou para utilizar outro termo, uma realidade cínica. Em contrapartida, a premissa básica dos livros de nossa editora é que após a abertura, a China mudou muito. Esta é a primeira geração de jovens que chegou a maturidade dentro desta realidade. Então, a experiência destes jovens é muito diferente e ao contrário de seus pais, eles conhecem seu país apenas como um país internacional de economia em grande crescimento. Naturalmente seu trabalho é diferente, Em seus 20 ou quase 30, eles estão amadurecendo como artistas também. Mas seu trabalho começou a ser exibido apenas muito recentemente, talvez nos poucos últimos anos, com algumas exibições e até então, apenas na China.

Veja algumas das fotografias abaixo e a entrevista na íntegra no site da PingMag.

 

Peng & Chen, Bed (right side) (2006),
Bed (left side) (2006)

Alex So, The New Generation Five

Zhang Jungang, Zhu Jia Jian Island (2006)

Wang Yifei, Untitled Portrait (2006)

Yang Chang Hong, Leaving series – 1

Lin Zhi Peng, Ivan and Wewe at a party in my apartment in winter (2006)

 

Incríveis, né? Lembrando que temos exclusividade na venda deste livro no Brasil. 3030: New Photography in China, só na Bangoo e na Livraria Pop. Para quem quiser ver mais um pouquinho, tem algumas fotos novas no Flickr. :)

Huge in China I - Artes Plásticas

As labaretas de Cultura Pop produzidas pelo Dragão Chinês já estão sendo sentidas na Terra Brasilis. Pode ser o efeito Olimpíadas, mas as coisas estão acontecendo. A exemplo de exposições que trouxeram a arte contemporânea chinesa para o Brasil. A primeira, Tesouros da China, organizada pela FAAP em 2002, fez uma reconstituição em três períodos históricos, incluindo o período contemporâneo.

E a mais recente, China Hoje, de maio de 2007, exclusivamente contemporânea, exibida no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio, trouxe a coleção Ulli Sigg. Uli Sigg, ex-embaixador suíço na China, foi um dos primeiros executivos a visitar e realizar negócios com o país após a abertura. Durante esse período, adquiriu mais de 2.000 peças que formam a mais importante coleção em arte contemporânea chinesa hoje, já exposta em uma dezena de países.

Sem Título, Qi Zhilong, 1998

Portrait n. 3, Li Dafang, 2005

Em entrevista para a revista Bravo, Alfons Hug, diretor do Instituto Goethe do Rio de Janeiro e curador da exposição no Brasil afirma: “A arte na China não é muito autoreferenciada. É muito mais uma arte que retrata as enormes transformações que a China vem atravessando, seja pela crítica política, seja no nível da sensibilidade humana. Essas mudanças levam os artistas chineses a escolher seus próprios temas, o que acabou prenunciando a freqüente agressividade adotada por eles”.

Huge in China - Introdução

Você pensa que a Bangoo é apenas um rostinho bonito? Bangoo também é cultura! Produzimos uma matéria super legal sobre Cultura Pop Chinesa - Isso mesmo: CULTURA-POP-CHINESA. Ficou curioso? Nós também! Mas em partes, porque esse negócio de ler no monitor cansa a vista…

HUGE IN CHINA

Com seu bolinho crescendo 9% ao ano - há dez anos, berço de 1/5 da população do planeta, geradora de 16,82% de toda a riqueza mundial, esse Dragão produz Cultura Pop?

Pensou Cultura Pop na China, pensou no Mao Tsé Tung multicor de Andy Warhol, porcelana kitch, brinquedinhos e todo tipo de quinquilharia de qualidade duvidosa ou pirateada. Mas você é a mesma pessoa de 20 anos atrás? A China também não é. Principalmente depois da abertura para a pouca vergonha do ocidente, uma puberdade muito louca…

n. 5 Mao Tsé Tung Series, Andy Warhol, 1972

Sim, as referências da nova Cultura Pop Chinesa agregam kitsch, reprodução do que é feito no ocidente e Japão, pop art. Mas os trabalhos que merecem destaque remetem principalmente aos ranços de um governo totalitário que ainda hoje cerceia a liberdade de expressão e limita desde acesso à Internet, ao número de filhos que um casal pode gerar. “My little China Girl says: Oh baby just you shut your mouth” diria David Bowie no início dos anos 80. O governo chinês diz em 2007.

Gilberto Scofield Jr. é correspondente em Pequim do jornal O Globo desde 2004 e diz o seguinte sobre a sociedade e a cultura chinesas:

Todos os clichês foram devidamente reenquadrados, especialmente aquele que diz que as sociedades orientais são mais zens, calmas e introspectivas. Não é o caso da China, onde vale tudo por dinheiro e as pessoas parecem à beira de um ataque de nervos. Acho que a cultura produzida hoje em Pequim ainda é muito influenciada pelo Ocidente, mas tenta seriamente encontrar um caminho próprio, um jeito oriental e chinês diferenciado.

A nova cara dessa produção chinesa, realizada principalmente por jovens, e divulgada por meio da internet pode ser observada em pinturas, fotografias, ilustrações, músicas, blogs e fotologs, por mais que o governo chinês tente impedir essas manifestações com medidas como proibir exposições, bloquear o acesso a grandes sites que hospedam esses serviços como YouTube, Blogger. Medidas revogadas, mas ainda em observação pelo governo chinês.

 

… continua no próximo capítulo.

Toy Addicts: Pérsio Togawa

A prata da casa estava tão lustrosa que eu quase esqueci de falar do assunto do post: Os Toy Addicts!

A definição de aficcão do Houaiss diz:

Dependência que leva ao consumo irresistível, a exemplo, de bebida alcoólica ou substâncias estupefacientes. Estupa, o quê? Entorpecido, imobilizado por medicamento.

 

A Toyart no Brasil já tem lojas, comunidades no orkut, blogs e artistas e pessoas que gostam MUITO do gênero. Mas quem são essas pessoas? O que elas fazem? Como explicam esse vício? O Blog da Bangoo resolveu responder a estas perguntas com uma série de entrevistinhas.

Pérsio Togawa é proprietário da Maze, uma skateshop que existe desde 1995. A nova loja do Pérsio, inaugurada em outubro deste ano em uma galeria na R. Augusta, em São Paulo, vende artigos ou exclusivos ou difíceis de encontrar, em roupas, tênis, acessórios, etc - a Maze Limited. O Pérsio disse ter entrado em contato com Toyart muito antes de inventarem o nome. Sua coleção começou com bonecos de filmes, quadrinhos e outras parafernálias que ele adora.

Mas como ele, um aficcionado, parece um ser tão normal, tão saudável? Para ele, Toyart virou até trabalho. Na loja nova há Toys à venda.

 

Pérsio na Maze Limited com o Terrarium Keeper, Toy assinado pelo designer Jeff Soto.

 

01) Como você explica esse boom dos Toys?
Ele é um reflexo de uma cena que já acontece em outros países e que está chegando por aqui. Os Toys estão dentro da cultura do graffiti, skate, música, arte que por aqui já são bem fortes e tem um público fiel. Na verdade, é algo que ainda está bem no começo e acredito que ainda vá crescer muito.

02) Quando e como você entrou em contato com a Toyart pela primeira vez?
Essa é uma boa pergunta. Eu acho que muito antes dos “Qees” e “Munnys” já existiam coisas bem legais em Toys e que não eram conhecidas como a “Toyart” que a gente vê hoje em dia. Por exemplo: os Toys dos Star Wars, Estranho Mundo de Jack, os Toys japoneses como do Ultraman, Transformers, tudo é incrível. Enfim, as influências e a lista são longas. Na minha opinião isso tudo é Toyart.

03) Quando você se percebeu colecionador?
Faz tempo que eu compro umas coisinhas para mim…

04) Você já era um colecionador sem saber?
Eu comprava coisas de filmes, quadrinhos e animações que eu gostava… do filme Akira, dos quadrinhos do Sandman e animês.

05) Como foi e quando você comprou seu primeiro Toy conscientemente?
Comprei 0 primeiro faz uns 3 anos em uma loja de Los Angeles chamada Barracuda.

06) Hoje sua coleção tem mais ou menos quantas peças?
Tem algumas coisas bem legais, a parada não é ter um milhão de Toys, e sim ter os que eu realmente gosto, sabe aquela história que quantidade não é qualidade? Fora os Toys, eu também compro tênis, gravuras de artistas e posters…

 

07) Quais são os seus designers favoritos?
Eu gosto muito do Jeff Soto, acabei de comprar duas gravuras dele. Também gosto do Dalek, Tokidoki, Kozik, Ledbetter… tem tantos caras bons!

08) Tem algum trampo novo que tem te chamado atenção?
Eu achei bem legal o Qee do Bart Simpson…

 

09) Quais são os seus toys xodós?
O Sandman e seus irmãos, Jack, Sally e seus amigos, Akira, Tetsuo e suas motos… nenhum deles custou muito caro, mas eu adoro eles e eles me trazem muitas boas lembranças!

 

10) Qual a origem da maioria dos seus Toys?
Eu geralmente compro quando viajo ou então pelo correio… Tem uma loja que acabou de abrir que está cheia de coisas legais!

11) Como você faz pra importá-los? Já passou por alguma situação complicada em relação à isso?
Para a loja temos que fazer todos os trâmites legais de uma importação, os meus também não tem nenhum segredo.

12) Você já se aventurou customizando?
Ainda não, mas é algo que eu vou fazer em breve!

13) Tem algum Toy sonho de consumo no momento?
Sempre tem, né? Rola uns boatos de um robô de Jeff Soto em uma edição super limitada, vai custar uma pequena fortuna mas tenho certeza que vai ser incrível!

Toy Addicts

A Toyart causou uma monstruosa comoção do ano passado (2006) para cá. Tanto que a revista TPM até fez uma não-matéria sobre o assunto em maio desse ano. Agora que a poeira abaixou, Toyart não é mais “a mais nova tendência do momento”, apenas os fortes e fãs sobreviveram!

Para quem não está familiarizado, a Toyart surgiu quando designers resolveram tirar do armário sua paixão por brinquedos e não contentes começaram a desenvolver e customizar seus próprios bonequinhos como peças de arte. Os designers aqui da Bangoo desenvolveram com todo amor e carinho o Bangolino, branquinho, fofinho e sem vergonha, que já nasceu xodó, mascotinho e garoto propaganda.

 

Rumo à romaria!

“You’re way too beautiful girl”…

Oops, mira torta!

 

Acompanhe e adicione o Bangolino no Flickr, Orkut e Fotolog. ;)

Quem é Roger Bassetto, o lendário fundador da Galeria Pop?

Lembra da abertura da Vida de Brian do Monty Python? Roger, um bebê chamado Roger, ele cresceu, ele cresceu, ele cresceu, cresceu para ser… um garoto chamado Roger…

…fez técnico em eletrônica no ensino médio, resolveu que não era nada disso que ele queria, e desde então segue o mantra: faça enquanto for prazeroso e verdadeiro. Publicitário de formação, ao sair da faculdade, fez cursos com importantes figuras no mundo das artes em Londres e NY. A partir destas experiências, descobriu que era com arte que ele queria trabalhar.

O diretor de arte saiu de uma situação relativamente confortável em agências para tentar, por duas vezes, a vida de artista em tempo integral. Integralmente ainda nao deu e ocasionalmente ele faz freelas em direção de arte e design gráfico. Na mini-biografia em seu site, ele descreve cada ano com referência no livro considerado por ele mais marcante no período, por aí dá para situar a medida de sua paixão pela literatura. Da vontade de unir suas paixões e da percepção de que não havia um espaço que unisse artes visuais e livros, nasceu a POP.

 

Fotos da Livraria e Espaço Cultural POP

 

Para Basseto uma livraria focada exclusivamente em livros ficaria incompleta e resolveu trabalhar com uma série de outros produtos. Já na inauguração da POP, o caráter plural se assumiu por meio da exposição Designer Toys, uma das primeiras a apresentar o Toy Art (já já a gente vai falar mais de Toy Art aqui no Blog) no Brasil. “Existiam muitas pessoas ligadas, mas você fazia uma busca em português no Google, por exemplo, e não aparecia nada. Foi ótimo!”, afirma Roger.

Apesar de não existir nenhum espaço com formato semelhante no Brasil, a experiência não foi fácil. Tanto que o livro escolhido para ilustrar 2006, ano em que a loja foi fundada, nos relatos de Roger, foi Rebel Bookseller de Andrew Laties, cujo subtítulo traduzido fica: Como fazer funcionar sua livraria alternativa e vencer dificuldades. “Crítica negativa é natural quando se tem uma idéias muito diferentes. Foi difícil, muito mais difícil do que eu pensava”, diz Roger.Ele acaba de fechar uma parceria com a ROJO, editora espanhola especializada em exposições de arte, com presença no mundo inteiro.

 

Fotos do lançamento da Série Limitada Criaturas

 

A Bangoo criou uma série limitada de camisetas com o Roger, entitulada Criaturas. A linha traz insetos estampados em diferentes métodos e tem como inspiração uma referência querida do artista, uma canção da série cômica Monty Python, All things dull and ugly. A música, interpretada um coral infantil, semelhante à um coral de igreja, a letra da musica, diz em tom sarcástico, que todas as criaturas feias, peçonhentas e nojentas também são criação divina. Confira a letra:

 

All things dull and ugly,
All creatures short and squat,
All things rude and nasty,
The Lord God made the lot.

Each little snake that poisons,
Each little wasp that stings,
He made their brutish venom.
He made their horrid wings.

All things sick and cancerous,
All evil great and small,
All things foul and dangerous,
The Lord God made them all.

Each nasty little hornet,
Each beastly little squid–
Who made the spikey urchin?
Who made the sharks? He did!

All things scabbed and ulcerous,
All pox both great and small,
Putrid, foul and gangrenous,
The Lord God made them all.

Amen.

 

Você precisa conhecer e comprar uma, pois elas estão sumindo das prateleiras. Os modelos, cores e métodos utilizados são os seguintes:

 

Besouro: masculina, preto com estampa em branco em pasta clear fora de registro

Barbeiro: masculina, gelo com estampa siliconada em preto

Peixe: rosa queimado com estampa com tinta zero toque em preto fora registro

Pulga: preta com estampa cinza em pasta clear manchada

Amém Roger! Obrigada por deixar nossas vidas mais divertidas e interessantes!

PS: Além dos produtos desenvolvidos por nós, fazemos parcerias, como esta com o Roger, comercializamos produtos de outros designers, marcas e origens.

Seu produto é divertido, exclusivo, bizarro, interessante, curioso, básico, tem qualidade? Submeta-o para nossa análise através do email contato@bangoo.com.br.

Zombie Walk de São Paulo é a maior da América Latina

A Zombie Walk é uma caminhada em que os participantes tiram seu sangue de mentira do armário, colam uns hematomas, desenham umas suturas e saem numa passeata em grupo grunindo por aí. O evento surgiu divulgado principalmente nos inferninhos terror trash da internet: sites alternativos, listas de discussão, boca-a-boca. E o legal é que deu certo!

Segundo a Wiki, umas das primeiras Zombie Walk’s é a de Toronto, Canadá, de Outubro de 2003, com apenas 6 participantes. A primeira grande edição também se formou no Canadá, com 400 participantes. No Brasil, a primeira Zombie Walk aconteceu em Belém em outubro de 2006.

A maior Zombie Walk do Brasil e da América Latina, aconteceu em 9 de dezembro do ano passado em Porto Alegre, com mais de 400 mortos-vivos. Mas… a Zombie Walk paulista desse ano, contabilizou nada mais nada menos do que 700 mortos vivos! Dados da organização do evento. Competição assim saudável de gente legal e bem humorada, não tem problema nenhum, né?

 


Zumbis atacam a estação de metrô Consolação
Foto: Fernando Mafra

 


Siga a seta laranja e encontre a estagiária feliz e bangolino walker
Foto: Leandro Walicek

 

A Bangoo levou o Bangolino, o mascote da Bangoo, caminhou com os amigos mortos vivos paulistas e distribuiu flyers para que o pessoal conheça o site www.bangoo.com.br. Então, amiguinhos semi-mortos, divirtam-se, passeiem pelo site, cadastrem-se na Newsletter, porque vai ter sorteio de camisetas. Só não vale identidade fantasma!

Não deixem de ver esse vídeo da Debora Boeira que está bem auto-explicativo da loucura que foi. :)