As labaretas de Cultura Pop produzidas pelo Dragão Chinês já estão sendo sentidas na Terra Brasilis. Pode ser o efeito Olimpíadas, mas as coisas estão acontecendo. A exemplo de exposições que trouxeram a arte contemporânea chinesa para o Brasil. A primeira, Tesouros da China, organizada pela FAAP em 2002, fez uma reconstituição em três períodos históricos, incluindo o período contemporâneo.
E a mais recente, China Hoje, de maio de 2007, exclusivamente contemporânea, exibida no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio, trouxe a coleção Ulli Sigg. Uli Sigg, ex-embaixador suíço na China, foi um dos primeiros executivos a visitar e realizar negócios com o país após a abertura. Durante esse período, adquiriu mais de 2.000 peças que formam a mais importante coleção em arte contemporânea chinesa hoje, já exposta em uma dezena de países.

Sem Título, Qi Zhilong, 1998

Portrait n. 3, Li Dafang, 2005
Em entrevista para a revista Bravo, Alfons Hug, diretor do Instituto Goethe do Rio de Janeiro e curador da exposição no Brasil afirma: “A arte na China não é muito autoreferenciada. É muito mais uma arte que retrata as enormes transformações que a China vem atravessando, seja pela crítica política, seja no nível da sensibilidade humana. Essas mudanças levam os artistas chineses a escolher seus próprios temas, o que acabou prenunciando a freqüente agressividade adotada por eles”.

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