A exposição Rockers aconteceu entre 16 de maio e 1º de julho deste ano no museu de arte brasileira da FAAP e exibiu famosos registros fotográficos de Bob Gruen, considerado um dos mais importantes e influentes fotógrafos de Rock ‘n Roll do mundo. Em comemoração pela exposição foi lançado o livro Rockers pela Cosac Naify que contém todas as fotos exibidas na ocasião e que está a venda na Bangoo.

Uma das duas capas do livro Rockers,
John Lennon, Nova York, 1974
Rafael Teixeira, também conhecido como Ruffles, dinossauro de blog e colaborador eventual para o Banana Mecânica, postou agora no Twitter o link de uma resenha sobre a exposição que ia para o Banana, mas que acabou não ficando pronta a tempo e virou post de blog. O Rafael emprestou a resenha para a gente numa boa e ela vem na íntegra após o bip:
Exposição “Rockers”, de Bob Gruen @ FAAP-SP
“O fotógrafo certo, na hora certa”. Essa seria a definição ideal para Bob Gruen, que capturou cenas e pessoas que tornaram-se a identidade de uma cena musical que passa por cultura e comportamento. Por se tratarem de fotos de personagens do rock ora consagrados, ora controversos, a exposição se prende mais às fotos já conhecidas do público, sem perder no entanto o enfoque do íntimo com os fotografados e o aspecto urbano da música retratada – punk rock, anarquia urbana, transgressão social, sonoridade conturbada e visual provocativo.
Inspirada no referencial da cena punk dos anos 70/80, a cenografia e apresentação vão de encontro ao que se espera do conteúdo – fotos de nomes consagrados do rock, pop e punk rock das últimas 3 décadas. Linguagem jovem e contemporânea, carregada nas cores fortes e ácidas, sem deixar de ser adequada ao público visitante deste tipo de exposição. O trabalho de sonografia é bastante adequado – e necessário, já que aqui estamos diante de personagens da história da música e cultura punk.
O acervo é variado, e denota os principais nomes, situações e ambientes freqüentados. Peca somente no que diz respeito a mostrar outros olhares sobre os clicados (talvez exceto por John Lennon e sua família), mas não perde em momento algum o foco principal, que é mostrar como a atitude desses personagens influenciou e influencia a cultura pop até hoje.
John Lennon, Tina Turner, Sid Vicious, Andy Warhol, Debbie Harry, entre outros, tiveram transformados alguns de seus melhores momentos (seja ao palco, nos bastidores de uma performance ou na noite nova-iorquina) em ícones fotográficos. Não se discute a qualidade estética” das fotos – até por conta do tema abordado – mas sim o registro e seleção das cenas, como prova documental de uma época. E, nesse quesito, a exposição tem um de seus maiores trunfos; é obrigatória para quem tem interesse pelo registro histórico de um dos movimentos culturais e musicais mais conturbadores do século 20.




























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