Arquivo Dezembro, 2007

Rock on!

A exposição Rockers aconteceu entre 16 de maio e 1º de julho deste ano no museu de arte brasileira da FAAP e exibiu famosos registros fotográficos de Bob Gruen, considerado um dos mais importantes e influentes fotógrafos de Rock ‘n Roll do mundo. Em comemoração pela exposição foi lançado o livro Rockers pela Cosac Naify que contém todas as fotos exibidas na ocasião e que está a venda na Bangoo.

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Uma das duas capas do livro Rockers,
John Lennon, Nova York, 1974

Rafael Teixeira, também conhecido como Ruffles, dinossauro de blog e colaborador eventual para o Banana Mecânica, postou agora no Twitter o link de uma resenha sobre a exposição que ia para o Banana, mas que acabou não ficando pronta a tempo e virou post de blog. O Rafael emprestou a resenha para a gente numa boa e ela vem na íntegra após o bip:

Exposição “Rockers”, de Bob Gruen @ FAAP-SP

“O fotógrafo certo, na hora certa”. Essa seria a definição ideal para Bob Gruen, que capturou cenas e pessoas que tornaram-se a identidade de uma cena musical que passa por cultura e comportamento. Por se tratarem de fotos de personagens do rock ora consagrados, ora controversos, a exposição se prende mais às fotos já conhecidas do público, sem perder no entanto o enfoque do íntimo com os fotografados e o aspecto urbano da música retratada – punk rock, anarquia urbana, transgressão social, sonoridade conturbada e visual provocativo.

Inspirada no referencial da cena punk dos anos 70/80, a cenografia e apresentação vão de encontro ao que se espera do conteúdo – fotos de nomes consagrados do rock, pop e punk rock das últimas 3 décadas. Linguagem jovem e contemporânea, carregada nas cores fortes e ácidas, sem deixar de ser adequada ao público visitante deste tipo de exposição. O trabalho de sonografia é bastante adequado – e necessário, já que aqui estamos diante de personagens da história da música e cultura punk.

O acervo é variado, e denota os principais nomes, situações e ambientes freqüentados. Peca somente no que diz respeito a mostrar outros olhares sobre os clicados (talvez exceto por John Lennon e sua família), mas não perde em momento algum o foco principal, que é mostrar como a atitude desses personagens influenciou e influencia a cultura pop até hoje.

John Lennon, Tina Turner, Sid Vicious, Andy Warhol, Debbie Harry, entre outros, tiveram transformados alguns de seus melhores momentos (seja ao palco, nos bastidores de uma performance ou na noite nova-iorquina) em ícones fotográficos. Não se discute a qualidade estética” das fotos – até por conta do tema abordado – mas sim o registro e seleção das cenas, como prova documental de uma época. E, nesse quesito, a exposição tem um de seus maiores trunfos; é obrigatória para quem tem interesse pelo registro histórico de um dos movimentos culturais e musicais mais conturbadores do século 20.

Épica Revolucionária Cubana

Entre Julho e Agosto de 2006, foi realizada pelo Instituto de Mídia e Artes a exposição Épica Revolucionária Cubana onde foram expostas registros fotográficos dos primeiros anos da Revolução Cubana (1959-1969). As fotografias foram reunidas e organizadas por Marucha (Maria Eugenia Haya, 1944-1991), fotógrafa cubana, pesquisadora e fundadora da fototeca de Cuba em 1986.

Presentes na exposição, registros de Raúl Corral - Corrales, Alberto Días (Korda), Osvaldo Salas e outros importantes expoentes que documentaram o período. Korda, entre outros trabalhos, foi o autor do retrato mais famoso de Ernesto Che Guevara, Guerrillero Heroico.


Pôster com gravura inspirada em Guerrillero Heroico

A Bangoo em parceria com o Instituto de Mídia e Artes, organizador da exposição, está vendendo pôsteres com gravura inspirada na famosa foto de Che e uma coleção de 5 fotografias autenticadas pela fototeca de Cuba que acompanha uma moldura em acrílico. Abaixo as fotos incluídas na coleção.

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Roberto Salas, 1971 Libório Noval, 1977

 

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Korda, 1961

 

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Raul Corral, 1960

 

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Roberto Salas, 1961

 

A Bangoo também vende o livro Cuba por Korda que aprofunda e ilustra o trabalho do fotógrafo do fotógrafo Alberto Días - Korda. O fotógrafo acompanhou de perto Che Guevara e Fidel Castro ainda no período das Guerrilhas, de dentro a ascensão do novo regime, até tornar-se por muitos anos fotógrafo pessoal de Fidel.

Ótimas sugestões de presente para o natal, imperdíveis para quem gosta de fotografia ou tem interesse pela história política cubana.

Promoção Caça ao Tesouro

E aí, pessoal, como vocês estão de segunda? Por aqui está tudo ótimo! Lembram da promoção Caça ao Tesouro? Nós sorteamos Kits Bangoo incríveis contendo um bangolino, uma camiseta e uma carteira, para as melhores histórias explicando porque o Homem Lata foi parar no desmanche de Oz. Um dos ganhadores foi o Gabriel Augusto de Andrade que mandou essa pérola aqui ó:

O Homem Lata morava num ferro velho perto de um lixão. Um dia, ao comer restos de comida passou mal e saiu do ferro velho rumo à farmácia. Coitado, foi atropelado e ficou prensado entre um Audi dirigido por coreanos bêbados e um busão. O Audi foi destruído e o Homem Lata foi incorporado à lataria. O carro foi enviado ao desmanche mais classudo da cidade, o Mágico Desmanche de Oz, ali em Osasco, onde o Homem passou por uma cirurgia plástica com o Dr Marcelinho de Ouro e vive feliz desde então.

Está bem… Eu sublinhei a minha parte preferida da história, mas esta não é a razão desse post. A razão é que o Gabriel foi um fofo e mandou uma foto dele com a camiseta Bangoo que a gente sorteou! Olha só:

E para quem não foi escolhido ou não participou da promoção porque não ficou sabendo, sem síndrome do pânico. Estamos quebrando a cabeça por aqui para criar uma promoção nova bem legal. Idéias, idéias? E quem não marca bobeira e acompanha o blog, fotolog, flickr, twitter, orkut, (espalhamos bem as boas novas. hehe) ficará sabendo em primeira mão. :)

Valeu, Gabriel!

Diego Medina não pára: ZOMBIEOPER e CUSTOMILK

 


Diego Medina, por Grazi Kerpen em foto para Revista MTV

O Blog da Bangoo entrevistou o Diego Medina, gaúcho, designer, ilustrador, multi-instrumentista, vocalista, produtor, diretor de arte, videomaker, garoto propaganda, modelo, dançarino… E sim! A parte do garoto propaganda é verdade! Dá pra ver o Diego aqui e aqui promovendo a cerveja Polar, como se pode dizer, a cerveja oficial do Rio Grande do Sul, e como o “chocolate” do Twix. (quase escrevi Twitter, eita!)

Como Martin Luther, Diego tem um sonho… “Meu sonho seria morar numa casa enorme com um pátio enorme onde eu pudesse trabalhar por lá o tempo todo, seja com música, ilustrações, direção de arte, vídeos, etc. Mandaria meu trabalho pela internet, depositariam o pagamento na minha conta e deu”. Mais ou menos assim dá para resumir esse cara multimídia que faz e quer continuar fazendo tudo e de tudo em casa.

Sobre Toyart, um assunto que sempre volta aqui no blog, ele afirma adorar o gênero, mas ainda acha muito caro. Ele tem alguns, mas os que ele mais sonha comprar custam muito caro e ele não é tão doido varrido a ponto de gastar tanto dinheiro. Ao mesmo tempo, criticou os muito aficionados: “Ao meu ver, são pessoas tão irritantes quanto os “indies” que precisam estar sempre na moda, ouvir tudo que é artista hype. Esse desespero em querer ser sempre cool, descolado me irrita”.

Na CUSTOMILK, exposição de Toyart feitos em caixas de leite longa vida da qual eu falei sobre aqui no Blog ontem, Diego participou customizando uma das caixinhas. Quando perguntei se alguma das que estavam no site era a dele, ele negou e respondeu humilde que a dele estava bem mais sem graça, que fez às pressas, ficou “sujona” mas que gostou do resultado.

O designer tenta mudar um pouco a linha de seu trabalho em design e ilustras. “Acho que já encheu o saco esse lance de bichinhos fofinhos, carinhas fofinhas, psicodelia fofinha, trocentas ilustrações parecidas. Eu curtia bastante esse tipo de traço, mas vou tentar seguir por uma linha mais demente, experimental. Claro que meu lado mais pop, mais limpo vai aflorar junto, mas preciso achar um meio termo entre o podre + sujo + estranho e o limpo + fofo + psicodélico“. Dá pra ver um pouquinho do que ele já fez nessa área no site dele.

Uma das facetas mais conhecidas do Diego é como músico. Ele foi vocalista da Vídeo Hits que começou com uma demo caseira e acabou nas mãos de uma gravadora. A banda teve um relativo sucesso, principalmente no sul do país, mas dessa fase ele não gosta de falar muito. “Não tenho mais saco pra contar a história toda. Por mim, ela segue morta e enterrada, não tenho saudades daquela época. Deixar que tanta gente meter a mão num troço que é artístico sempre dá em merda. Empresários, diretores de gravadora, tour manager, é muita gente dando pitaco num troço que supostamente é pra ser mais livre, mais artístico. Eu nunca vi música pelo lado mercadológico, quando vi como funciona, broxei, mas não cuspo no prato 100%”.

Amigos do Diego gravando disco 777

Após o fim da Vídeo Hits, Diego não parou de fazer música. No site dele e no Trama Virtual você consegue baixar todos as faixas dos projetos musicais, tipo os Massa, o projeto em que ele junta todos os amigos em casa e a galera bebum improvisa alguma coisa. “Em breve sai o disco 777, como gravamos o 666 louvando o diabo ano passado, no dia 06/06/06, resolvemos fazer um em prol de Deus no dia 07/07/07. O engraçado é que o disco do diabo ficou fofinho, e o disco pra deus ficou raivoso”.

Diego e Desirée em foto de divulgação da ZOMBIEOPER

Senador Medinha é o outro projeto de Diego que ele grava sem essa galera toda quando quer deixar as músicas bem gravadas e certinhas. Junto com Desirée Marantes, violinista dos Massa, eles lançaram hoje ZOMBIEOPER, uma ópera rock de 24 faixas com o tema zumbis X humanos. O disco tem participação d´Os Massa, Roberto Panarotto (Repolho), FLU (ex-De Falla), Benjão (Do Amor), Gabriel Bubu (Los Hermanos, Do Amor), Kassin (…+2), Gruff Rhys (Super Furry Animals), Thomas Dreher, Carlita (a esposa do Diego), o pai do Diego, e por aí vai…

Gruff Rhys, vocal do Super Furry Animals, dando uma palhinha na casa do Diego

Você leu Super Furry Animals no meio de tudo isso e assustou? Eu também. Ele explicou como aconteceu. “O Kassin, produtor carioca e amigão meu, me apresentou o Gruff, vocalista do Super Furry Animals, há uns anos atrás quando a banda estava mixando um disco no Rio. Eu sempre curti a banda, desde o primeiro disco. Aí neste ano o Gruff me mandou um email avisando que vinha pro Brasil pra tocar em São Paulo e para gravar um documentário sobre galeses (o Super Furry é do país de Gales) que vivem na América do Sul. Ele me disse que ia passar pelo Rio Grande do Sul e queria me encontrar. QUASE CAÍ DURO PRA TRÁS!! Como estávamos gravando o disco, convidei ele pra aparecer lá em casa e gravar alguma coisa pra ópera. Ele topou numa boa. Aí eu fui pro céu…”

Corre para ouvir a ZOMBIEOPER!
http://www.zombieoper.com

Exposição CUSTOMILK

Acontece hoje a inauguração da CUSTOMILK, uma exposição feita de Toyart feitas com caixas de leite. A exposição é patrocinada pela Tetra Pak, apoiada pela Escola de Design da Unisinos, criação do evento da Extra Studio de Criação e produção executiva de Mauren Motta.

As caixas customizadas tem autoria de designers e artistas como Carol W, Diego Medina, Trampo, Cusco, Nina Moraes, do RS, Bonga Tinta Loka e Dingos de SP , Cook Crew da Bahia, Horrate do Chile, os músicos Tonho Croco, Pancho, Malásia, Sugus, os fotografos Raul Krebs, Jean Schwarz, as agências Escala, E21, as revistas Noise, Solto etc, a Loja Pó de Estrela, Tatiana Sperahck e outros.

A exposição fica em exibição durante esse mês de dezembro na Galeria Mundo Arte Global em Porto Alegre e depois viaja para mais 5 capitais.

Serviço:
O que: Exposição Customilk
Quando: Dia 12 de dezembro ás 19h
Onde: Galeria Mundo Arte Global
Endereço: Av Protásio Alves, 2876
Porto Alegre
Telefone: (51) 3024-6130

Strawberry Fields are forever

Este ano está um ano bem cheio de notícias relacionadas aos Beatles, né? Ok, a verdade é que desde os anos 60 não param de acontecer fatos relacionados em algum grau aos garotos de Liverpool…

Mês passado, Yoko Ono inaugurou em São Paulo sua exposição pelo centenário da imigração japonesa no Brasil, com direito a apresentação performática no Theatro Municipal que concentrou metade do PIB brasileiro em um lugar só (a partir da foto 4) hehe. As fotos da performance a seguir são emprestadas da fotógrafa Caroline Bittencourt. Obrigada, Caroline. :)

Para quem perdeu a performance, a exposição ainda está em cartaz no Centro Cultural Banco de Brasil até dia 03 de fevereiro. Yoko Ono – Uma Retrospectiva faz um apanhado da carreira artística da nipônica e inclui “Ceiling Painting”, a obra que conquistou John Lennon - Uma escada com uma lupa presa por uma corda no teto, para que o objeto seja utilizado e seja possível ler no alto escrito bem pequenininho: “yes”.

Agorinha semana passada, estreou em circuito o musical Across the Universe, dirigido por Julie Taymor, também diretora do filme sobre a artista plástica mexicana Frida. Across the Universe é baseado em músicas e referências dos Beatles, desde o nome do filme, dos personagens, à época em que vivem, até as músicas que os personagens cantam, canções… dos Beatles. O filme tem participações especiais de Bono Vox, Joe Cocker e Salma Hayek.

Ah sim, anteontem foi aniversário de morte de John Lennon. Nesse link foi postada uma carta aberta de Yoko para John por este 27° aniversário da morte.

Imagine Peace!

China Fever!

Saiu a 35ª edição do objeto de desejo, exclusivo e limitado, o calendário 2008 da Pirelli. Este é o primeiro deles clicado inteiramente na Ásia, mais precisamente em Shangai. O ensaio tem participação de beldades chinesas e algumas supermodels, incluindo a brasileira Carol Trentini. E mostra imagens da china antiga, referências, maquiagem e cores orientais. Produção caprichada que mantém o padrão de qualidade que caracteriza os calendários da empresa.

O fotógrafo responsável pelo trabalho foi o francês Patrick Demarchelie que tem diversos trabalhos publicados principalmente na área de moda.

Dá para conferir todos os calendários da empresa desde a década de 60, incluindo o de 2008 no site pirellical.com.

Do Forno

Passando rapidinho só pra contar as novidades da Bangoo. Até o Natal entram no ar os novos produtos, com direito a ensaio novo. Tudo muito lindo e já já na capa do site, no Flickr, Fotolog e todas essas ferramentas vício de internet.

 

 

 

Falando em ferramenta vício de internet, acabamos de abrir um Twitter para as coisinhas mais pílula que não enchem um post, mas que a gente fica doido para dividir com vocês. Para quem não sabe, o Twitter é um serviço de microblog com posts de até 140 caracteres. É praticamente o blog em formato SMS. Inclusive dá pra receber e enviar as atualizações por celular. Para receber as atualizações é grátis. Já para enviar pelo celular fica o preço de um SMS para os Estados Unidos.

Sigam-nos os bons!

http://www.twitter.com/bangoo

Huge in China III - Punk Rock


Susanne Messmer e George Lindt, diretores do documentário Beijing Bubbles

Na música o que chama mais atenção é uma cena punk emergindo em Pequim. O movimento foi retratado pelo documentário Beijing Bubbles - Punk and Rock in China’s Capital exibido neste ano na Resfest (Festival Internacional de Cultura Pop Experimental) que aconteceu na Cinemateca Brasileira. Em português, Bolhas de Pequim - Punk e Rock na capital da China. No documentário de 2004, Susanne Messmer e George Lindt, jornalistas alemães, registraram, durante quatro semanas, o cotidiano de três bandas punk chinesas: Joyside, Hang on the Box e New Pants.


New Pants


Joyside

Em entrevista para a Revista da Folha, os documentaristas datam o surgimento dos primeiros músicos de Rock na China, do final dos anos 80. Nessa época, o rock possuía um background político, ligado ao movimento pró-democracia. Nos anos 90, houve uma depressão, resposta da classe artística à violência do Exército chinês durante os protestos na Praça da Paz Celestial. Muitos artistas se exilaram nessa época, em países da Europa ou nos Estados Unidos. E, então, veio a internet, fundamental para estes novos músicos divulgarem seus trabalhos e absorver influências. E isso há apenas cinco anos.

A maioria destes artistas canta em inglês. Eles dizem que é difícil escrever letras em chinês porque há quatro tons diferentes. Mas, os alemães consideram que a escolha se dá pelo fato destes chineses quererem fazer parte da cena musical internacional. E a justificativa dos autores para uma cena tardia e ocidentalizada ter alguma relevância é a seguinte.

“A diferença é que é muito mais corajoso, mais significativo, ser o que eles são na China do que em qualquer outro lugar do mundo. Lá, os jovens estão tentando comprar um apartamento aos 22 anos. Tentam se casar o mais rápido possível, ter filhos e arrumar um emprego. É mais corajoso ser um punk e não ganhar dinheiro na China do que em outros lugares do mundo”.

Em conversa com o Gilberto Scofield Jr., correspondente do O Globo na China, por email, ele também citou a banda Hang on the Box e comentou o seguinte sobre a nova cultura realizada na China:


Hang on the Box (quase escrevi “on the Blog…”)

“A cultura produzida hoje em Pequim ainda é muito influenciada pelo Ocidente, mas tenta seriamente encontrar um caminho próprio, um jeito oriental e chinês diferenciado. Ontem mesmo eu fui ao show de três bandas de rock, uma eletrônica, sobre as quais estou escrevendo uma matéria para o segundo caderno. A mais importante delas se chama Hang on the Box, é formada por três meninas e tem oito anos de estrada. No início, era uma gritaria punk chatíssima. Hoje, fazem um som que mistura elementos chineses e melodias eletrônicas que são muito legais. Estão melhores. Isso é bem a evolução da cena pop/rock aqui”.