Arquivo Julho, 2008

Art Breaks: O acervo de vinhetas da MTV no Oi Futuro

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Quem já passou muito tempo grudado na MTV,  ou mesmo quem assiste ou assistiu entre zapeadas, sabe que as vinhetinhas - que tinham como função inicial, pontuar espaço não preenchido por propaganda - se tornaram parte integrante da identidade do canal. É estranho imaginar a MTV sem suas vinhetas tão características.

Quem é do Rio tem até o dia 17 de setembro, para relembrar e rever aproximadamente 200 vinhetas produzidas por artistas e ilustradores de mundo inteiro. O acervo está no Centro Cultural Oi Futuro exibido em um grande mosaico interativo que convida o visitante à imersão.

Art Breaks: MTV e a Cultura Visual Contemporânea reflete sobre como as vinhetas conseguiram dialogar com o público jovem de maneira totalmente não-convencional, quase desconstruída. A exposição faz um panorama do que havia de mais novo e experimental em arte, cinema e ilustrações no finalzinho da década de 80 e década de 90. Trabalhos estes que influenciaram as gerações seguintes.

Serviço:
Art Breaks: MTV e a Cultura Visual Contemporânea
Oi Futuro
De 08/07 a 17/08
R. Dois de Dezembro, 63 – Flamengo
Rio de Janeiro - RJ
Horário: 11h às 20h
Preço: Grátis

Rosana Chat na Bangoo!

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Porta-Cartões da Rosana na Bangoo

Rosana Chat conta que cresceu entre linhas, agulhas e tecidos e móveis de madeira. Segundo ela, seus pais aprenderam ofícios muito cedo e ela acredita ter herdado deles essa preferência pelos trabalhos manuais.

A artista plástica produz artesanalmente um dos produtos mais delicados da Bangoo, os mini porta-cartões. E nossa parceria com a Rosana certamente não parará aí.

Ela é a responsável pela Libelus, uma linha de papelaria artesanal que conta com cadernos, bloquinhos, agendas, fichários, pastas, porta-cartões, porta post-it, caixinhas e outros projetos especiais, cuja principal característica é o caprichado revestimento em tecido.

Rosana conta que começou quase que por acaso, há seis anos. “Eu estava fazendo um curso de Kirigami (técnica semelhante ao origami que utiliza recorte e colagem de papéis) e os resultados foram tão legais que o meu professor, o artista Luiz Masse, sugeriu que eu tentasse encadernação e se propôs a me ensinar”.

Os primeiros trabalhos com encadernação deram origem a um livrinho. Depois vieram cadernos em branco que Rosana usava no dia-a-dia. Alguns amigos adoraram, e a pedidos, ela confeccionou mais alguns outros. Na faculdade, mais amigos encomendaram cadernos com ela e, após algum tempo, ela se percebeu produzindo para gente que ela não conhecia.

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Detalhe: Repare no acabamento em poá da parte interna

 A apreciação do trabalho de Rosana não existe à toa. A artista além de caprichar no acabamento, toma cuidado extra ao escolher seus materiais. “Escolho os materiais analisando sempre a relação qualidade e beleza. Materiais resistentes, que possuam durabilidade e que atendam as necessidades funcionais dos produtos”.

A artista conta que uma das coisas que ela realmente gosta é desenvolver novas peças e conta de onde encontra referências para criar. “Em geral a gente não pensa muito sobre o processo que nos leva a produzir, é engraçado como acontece. Nem sempre dá tempo, mas sempre que posso procuro estar zapeando para conhecer e aprender mais. Gosto de observar tudo que passa pelas minhas mãos, do industrial ao artesanal essa relação táctil e visual é fundamental para meu processo de aprendizagem e de criação”.

Dossiê Rê Bordosa coroado no Animamundi

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Dossiê Rê Rordosa: Melhor curta e melhor animação do Festival

O Festival Animamundi anunciou seus vencedores e um dos destaques foi Dossiê Rê Bordosa. O curta de César Cabral foi escolhido pelo júri-popular tanto paulista quanto carioca como o melhor curta-metragem e a melhor animação entre as participantes.

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Angeli jovem e sua criação em um banheiro público da cidade

O Dossiê Rê Bordosa é stop-motion de 16 minutos que investiga os motivos que levaram Angeli a matar Rê Bordosa, uma de suas mais conhecidas personagens. O filme inclui entrevista com Angeli, que aparece como personagem do filme, além da participação de outras criações do cartunista.

Quem perdeu Dossiê Rê Bordosa no Animamundi, pode conferir as próximas exibições do curta no 10º Festival de Curtas de Belo Horizonte, no 36º Festival de Cinema de Gramado e no 19º Festival de Curtas de São Paulo. Confira os dias de exibição na lista abaixo.

Próximas exibições de Dossiê Rê Bordosa:

10º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte
30/07 às 13h30 e 31/07 às 15h - Palácio das Artes
Av. Afonso Pena, 1537 - Centro
Belo Horizonte - MG
Preço: Grátis

36º Festival de Cinema de Gramado
13/08 às 17h – Palácio dos Festivais
Av. Borges de Medeiros, 2697 - Centro
Gramado - RS
Preço: Os curtas serão exibidos com entrada franca.
Para outros ingressos, verificar no site.

19º Festival Internacional de Curtas de São Paulo
22/08 - 19h - Cinemateca - Sala BNDES
Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino
São Paulo – SP
Preço: Grátis

23/08 - 28h - Centro Cultural São Paulo
R. Vergueiro, 1000 - Paraíso
São Paulo – SP
Preço: Grátis

25/08 - 21h - Espaço Unibanco Bourbon
R. Turiassu, 2100 - Pompéia
São Paulo – SP
Preço: Grátis

26/08 - 20h – CineSesc
R.Augusta, 2075 - Jd.Paulista
São Paulo – SP
Preço: Grátis

Emoção Art.Ficial 4.0 no Itaú Cultural

Acontece a partir do dia 02 de julho, no Itaú Cultural, a Bienal de Arte e Tecnologia, chamada nesta 4ª edição, Emoção Art.Ficial 4.0 – Emergência. O nome brinca com e a situação de emergência que a produção de arte que se integra com a tecnologia. Emergência em eclodir, emergência por talvez não estar sendo apreciada ou desenvolvida como deveria. Não se trata de um conceito fechado.

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Canções Submersas, 2008, Vivian Cacuri

São 16 trabalhos de artistas do Brasil, Suécia, Irlanda, Austria, Coréia, Canadá, Colômbia, Bélgica, Inglaterra, Portugal, França e Inglaterra. Tem desde Spore, o novo jogo de Will Wright, criador do jogo de Sims, passando pelos peixes-DJS da paulista Vivian Caccuri, até o robô-artista do português Leonel Moura que pinta conforme informações em seu código e estímulos do público.

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The Bacterial Orchestra, 2006, Martin Lübcke e Olle Cornéer

O destaque fica para a instalação The Bacterial Orchestra, dos suecos Martin Lübcke e Olle Cornéer, se trata de uma orquestra de “células” que se comportam como organismos. Da interação entre as “celulas” são criadas microfonias sonoricamente evoluídas que aludem a diferentes momentos históricos da música.

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Ultra-Nature, 2008, Miguel Chevalier

Outro destaque é o jardim virtual Ultra-Nature do mexicano Miguel Chevalier em exposição na estação Paraíso do metrô. Na instalação-jardim há seis variedades de plantas digitais coloridas. As plantas evoluem de acordo com suas características “genéticas” e pela interação do público que pode realizar a polinização entre elas através de sensores, que provoca o crescimento de novas e inesperadas florações.

Serviço:
Exporição Emoção Art.Ficial 4.0 - Emergência!
De 02/07 a 14/09
Itaú Cultural
Av. Paulista, 149
Estação Brigadeiro do Metrô
São Paulo - SP
Horários: Terça a sexta: 10h às 21h
Sábado, Domingos e feriados: 10h às 19h.
Preço: Grátis
Visitas monitoradas podem ser agendadas pelo telefone: (11) 2168-1876

Anima-mundi, últimos dias!

Os paulistas que perderam o Anima-Mundi, ainda tem chance de pegar os últimos momentos do Festival no final de semana.

O Anima-Mundi está em sua 16º edição e é o maior festival do gênero na América Latina. Nesta edição, o evento conta com trabalhos de animação de animadores da Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Estados Unidos, Estônia e Suíça, entre outros.

Na capital paulista, a programação está concentrada no Memorial da América Latina e no Centro Cultural Banco do Brasil.

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Imagens reproduzidas do blog do Anima-Mundi

Um dos destaques é o workshop do grupo japonês Tochka, que captura as interações de pessoas com lanternas de luzes coloridas e as transofrma em animação. Os artistas que criaram o projeto já foram premiados com o Grand Prix no Festival de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand e receberam uma Menção Honrosa no Festival de Animação de Ottawa. A performance é chamada PIKAPIKA começa no sábado às 18h no corredor do Memorial. As inscrições  deveriam ser feitas por email e as 30 primeiras seriam chamadas.  Mas quem estiver por lá poderá assistir.

Outro destaque é o longa Idiots and Angels, comédia de humor negro de Bill Plympton que será exibida no sábado às 22h na Sala1 do Memorial. Confira a programação completa no site.

Serviço:
Fundação Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade 664 - Barra Funda
Horário: 11h às 24h
Preço:
Salas 1 e 2 – cinema: R$ 6,00 (meia entrada R$ 3,00)
Sala 3 – vídeo: R$ 3,00 (meia entrada R$ 1,50)
Futuro Animador (grátis)
Senhas distribuídas somente no dia 1 hora antes de cada sessão

Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - Sala de cinema e auditório
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro
Horário de funcionamento:
Ter a Dom 13h às 19h
Preço: R$ 4,00 (meia entrada R$ 2,00)

Duchamp no aniversário de 60 anos do MAM

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A Fonte, 1917 (Réplica)

Em seu aniversário de 60 anos, o MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) ganha, ou melhor, dá de presente para o seu público, a exposição Marcel Duchamp: uma obra que não é uma obra “de arte”. A exposição é a primeira solo do artista no país e a maior exposição de Duchamp já realizada na América Latina.

Um fato curioso sobre esta exposição é que o artista seria o curador da exposição inaugural do MAM, em 1948. Todos os detalhes estavam quase fechados, quando o dinheiro destinado ao transporte das obras foi roubado e a curadoria não foi possível.

Duchamp foi o primeiro artista a utilizar o conceito ready-made, ou seja, ele pegava objetos ordinários, produzidos em larga-escala e os elevava ao posto de obra de arte. Sua obra, A Fonte, é o maior exemplo desse conceito e, nada mais é que um urinol exposto do lado contrário, assinado por um dos pseudônimos de Duchamp, H. Mutt.

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L.H.O.O.Q., 1919 (Réplica)

A Fonte, Roda de bicicleta e L.H.O.O.Q., uma reprodução da Monalisa de Da Vinci, com bigode e costeleta, cujas siglas significam algo como “ela tem o rabo quente”, são algumas das obras famosas de Duchamp que fazem parte da exposição. Uma das inéditas é O Grande Vidro, obra que demorou oito anos para ficar pronta e é considerada pelos especialistas como a obra mais complexa de Duchamp.

Uma das passagens da biografia do artista, citada pela curadora da exposição, Elena Filipovic, explica um pouco de sua relação com a originalidade. Uma vez um amigo do artista lhe perguntou porquê ele assinava tudo que lhe caia nas mãos – inclusive réplicas de obras suas. “Para tirar o valor do original” respondeu ele.

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 O Grande Vidro, 1926 (Réplica)

A maior parte das obras originais do artista estão destruídas ou perdidas. As peças expostas no MAM são reproduções “originais”. Mas em Duchamp isso não importa. Sua peculiar relação com o original permite que diferentes reproduções assinadas de A Fonte, A Roda de Bicicleta e O Grande Vidro possam estar expostas simultaneamente em diferentes partes do mundo.

Duchamp passou a vida inteira questionando a arte e contraditoriamente se dedicava a seu objeto de crítica de maneira bastante esforçada. O criador do ready-made após declarar aposentadoria, trabalhou em segredo por 20 anos em sua última obra, a instalação Os Dados - que só veio a público após sua morte.

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Caixa Valise, 1935 (Réplica)

O artista que criticava a originalidade da obra de arte produziu uma série de luxo de seu Museu em Valise dada de presente a amigos que continha pequenas reproduções de suas maiores obras. A reprodução em exposição no MAM pertenceu a Andy Warhol.

Contraditórios foram também os resultados da crítica que ele iniciou. Mesmo “reproduções”, hoje suas obras valem muito dinheiro. Mas de qualquer forma Duchamp que viveu de 1889-1968 figura até os dias atuais como referência em crítica e transgressão de arte.

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Os dados, 1946 (Réplica)

Ainda no MAM, paralelamente à exposição do artista, acontece na Sala Paulo Figueiredo, Duchamp-me. Com curadoria Felipe Chaimovich, a exposição traz 40 obras do de artistas brasileiros que tiveram Duchamp como inspiração como Geraldo de Barros e Vik Muniz.

Serviço:
MAM
Parque do Ibirapuera
De 17/07 a 21/09
Horários:
Terça a domingo das 10h às 18h
Preço: R$ 5,00 (grátis aos domingos)

“Do Ukiyo ao Mangá”: traça um panorama da arte nipo-brasileira

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Urata Spancall, 2007, Sem Título

O Espaço Cultural BM&F/Bovespa inaugurou esta semana exposição em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa. ‘Do Ukiyo ao Mangá’ traça um panorama da arte nipo-brasileira: da primeira leva de imigrantes aos dias atuais. A exposição é dividida em três principais momentos: Pioneiros, Pós-Bienal ou Pós-Guerra e Contemporâneos.

As 70 obras de mais de 40 artistas incluem pinturas, sumi-ês e mangás. Além de parte dedicada aos ukiyos - gravuras japonesas anteriores à imigração - datadas dos séculos XVII, XIX e XX e um espaço reservado às cerâmicas e esculturas.

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Manabu Mabe, 1997, Auto-Retrato

Pioneiros contempla a produção realizada entre os anos 30 e 40. São apresentadas e gravuras em sumi-ê - técnica monocromática que usa tinta preta extraída de vegetais, o sumi. A técnica faz necessárias pinceladas rápidas e precisas, além de atuação quase teatral do pintor. Manabu Mabe é o artista em destaque.

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Yayoi Kusama, 1999, Copo com Canudo

Em 1951, com o final da guerra, a primeira edição da Bienal trouxe 49 artistas japoneses que provocaram mudança no foco da arte de artistas nipo-brasileiros, cujo trabalho, a partir de então, se tornou fortemente influenciado pelo abstracionismo. Além do caminho abstracionista, estão na exposição dois dos expoentes da vanguarda japonesa de pop art, representadas por Takashi Murakami e Yayoi Kusama.

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titi Freak, 2008, O Encontro

A última fase da mostra, Contemporâneos, aglutina novos artistas nipo-descendentes da Choque Cultural. Globalizados, têm em comum uma relação muito forte com a cultura de rua, grafitti e ilustração.

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Atsuo Nakagawa, 2008, Sem Título

Entre os artistas estão os japoneses Atsuo Nakagawa e Urata Spancall que mantém constante intercâmbio com brasileiros, Titi Freak, que trabalhou nos estúdios de Maurício de Souza e recentemente foi convidado pela Nike. Também estão na exposição, Rafael Buia, Gachaco, Yumi Takatsuka e Whip.

Serviço:
Do Ukiyo ao Mangá
Espaço Cultural BM&F/BOVESPA
Praça Antonio Prado, 48
São Paulo - Centro
Horário: Segunda a sexta, 10h às 18h
Visitas monitoradas podem ser agendadas pelo telefone: (11) 3119-2404
Até 19/08
Grátis

Loro Verz na Galeria Coletivo

 

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Loro Verz era aquele cara da escola que fazia caricaturas. Terminado o colégio, prestou direito na PUC, passou e já matriculado, viajou para ficar seis meses em Londres. Seis meses depois, ele decidiu que não ia mais voltar.

Durante os oito anos que passou lá, desenhando, grafitando e pintando, fez novos amigos, trocou o direito pelas Artes Plásticas na Saint Martins School of Arts & Design. E para se sustentar, trabalhou de tudo que você possa imaginar: de entregador de panfleto a lavador de pratos.

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Mas Loro acabou voltando. “Na época eu estava fazendo uns quadros para um cara e em troca ele deixava eu morar de graça na garagem dele. Um dia, bêbado, eu acabei caindo em cima da minha própria mão, que quebrou… Aí, eu não tinha mais como trabalhar! E o cara acabou me expulsando. Juntei o dinheiro que eu tinha e voltei para o Brasil”.

No Brasil, tudo que ele queria era voltar para Londres. “Eu cheguei aqui e tudo de arte que eu via era planta, flor, cavalo. (risos). Brincadeira, existia uma cena. Mas eu não conhecia nada, nem ninguém e só pensava em voltar para continuar fazendo arte com os meus amigos de lá”.

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Para se virar, depois da volta, ele começou a dar aulas de inglês. “Eu estava até ganhando uma grana legal. Dava para me sustentar e viver decentemente. Mas eu resolvi parar de dar aula de inglês e fazer o que eu realmente gosto, que é arte!”.

As inspirações para arte de Loro estão na rua, em situações inusitadas e na simultaneidade. Simultâneo que é, Loro não pára. O artista ficou entre os 15 finalistas do 2º concurso de ilustração promovido pelo jornal Folha de S. Paulo. O prêmio acabou dando a oportunidade depois para que ele se tornasse o ilustrador do jornal Publimetro.

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Um dia me ligaram dizendo que queriam conversar comigo. Estavam montando um novo jornal, entregue de graça para as pessoas, que já existia em várias cidades do mundo, e precisavam de um ilustrador. Achei que era piada de um amigo meu, o Felipe, mas acabei indo. Desde então, eu entrego uma tirinha toda semana”.

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Loro deixou de dar aulas de inglês, mas esse negócio de ser professor não o abandonou. Agora ele dá aulas de arte. “Na época que eu larguei tudo, eu passei a mandar meu currículo para todas as escolas que eu considerava legais. Um tempão depois, o pessoal da Escola São Paulo me ligou. Eu dou aula lá de desenho, ilustração e grafitte”.

Artistas que Loro considera muito bons? Um italiano chamado BLU, o cartunista Allan Sieber e Alessandra Cestac.

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Um pouco dos trabalhos de Loro podem ser vistos no Bar B, no Bar Santa Augusta e em algumas lojas da marca de artigos esportivos Puma. Amanhã tem bate-papo + Live Paiting com ele na Coletivo Galeria a partir das 20h. Lá você poderá ver sua primeira exposição individual no Brasil que fica no espaço até sábado.

Serviço:
LORO VERZ
Coletivo Galeria
Até dia 19/07
Rua dos Pinheiros, 493 - Pinheiros- SP
Horários:Terça a sexta das 15 às 21hs
Sábado das 14 às 19hs
Grátis

Loro, e que história é essa de ter sido vice-campeão de um concurso de dança da MTV? “Eu tinha acabado de chegar de Londres e só pensava em voltar para lá. Mas não tinha grana nenhuma! Um dia estava de bobeira no Shopping Iguatemi com uma amiga e estavam gravando as pessoas dançando para um concurso de dança da MTV. O prêmio era uma viagem para Londres. Perfeito! Daí o plano era ganhar, ir pra Londres, me disperçar da galera da MTV e ir para casa de um amigo. Aí fui, passei por várias eliminatórias, mas perdi na final. Eu era reconhecido nos lugares. Fui muito zoado por essa história, já...”.

Fabíola Cally apresenta a Tôsqka

Lançamento da série exclusiva inspirada em ‘Sex and the City’ na Bangoo

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O primeiro contato da artista plástica Fabiola Cally com bonecas foi bem parecido com o da maioria das meninas: Betty Boop, passando por Moranguinho, a uma Pucca que ela encontrou muito antes de virar moda na lata do lixo.

Com o passar dos anos, o interesse por bonecas não morreu, mas na adolescência ela já mostrava interesse por outros assuntos, principalmente por se expressar a partir do desenho. E em 1992 ela criou a Tôsqka, uma personagem diferente, cheia de questionamentos e com uma personalidade forte.

Segundo Fabíola, muito da personagem foi inspirada no Rock, gênero do qual é muito fã e que a inspira até hoje. Na época, a artista tentou diversos contatos com editoras para tentar publicar uma revista em quadrinhos de sua personagem.

Eu cheguei a conhecer alguns desenhistas famosos que me diziam que eu era corajosa em tentar publicar meus quadrinhos. A Tôsqka é uma personagem diferente. Um olho maior que o outro, às vezes nervosa, às vezes triste. Ela é crítica, existencialista e não se enquadra no estilo da moda, como o mangá, por exemplo”.

Após muitas negativas, a artista que já tinha entrado em contato com a Toy Art, resolveu apostar no gênero. E em agosto do ano passado, a primeira Tôsqka-boneca ficou pronta! A primeira de muitas, mais precisamente 133 Tôsqkinhas. Todas diferentes e exclusivíssimas, como a Tôsqka do Ney Matogrosso… Ficou curioso? A própria Fabiola explica.

“Um dia, o Ney Matogrosso apareceu na loja que eu trabalho e eu aproveitei para apresentar a Tôsqka para ele. Eu sou muito fã do trabalho dele. Para você ter idéia, o show dele foi o primeiro show da minha vida! Então, como homenagem, eu me ofereci para fazer uma Tôsqka inspirada nele, com o figurino prateado em lurex igualzinho ao que ele usa na nova turnê. Ele adorou!”.

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Falando em exclusividade, o lançamento da vez da Fabiola aqui na Bangoo são as Tôsqkas inspiradas nas quatro protagonistas da série ‘Sex and the City’. Imagine ter uma edição numerada e limitadíssima da Tôsqka inspiradas em Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte?

Eu as imaginei glamourosas. Bem o retrato da mulher atual que apesar de se matar no trabalho, não deixa a chapinha de lado. Foram as primeiras Tosqkas que eu desenvolvi sem o coturno!” conta a artista.

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Vai deixar essa série mais que especial passar em branco? Garanta já a sua porque a disponibilidade é super limitada.

Boogie lança “São Paulo”

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Vladimir Milivojevich, o fotógrafo Boogie, nasceu em 1969 em Belgrado, Sérvia. Lá foi criado e vivenciou 10 anos de crise econômica e guerra civil. Seu trabalho ficou conhecido por suas fotos cruas em preto e branco, retratando geralmente situações e pessoas em pobreza e/ou violência extremas.

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Suas primeiras fotos, ainda em sua cidade natal, capturaram o cotidiano de grupos neo-nazistas. Em meados dos anos 90, o fotógrafo conseguiu um green card em uma rifa e mudou-se para Nova York. Morou inicialmente no Queens e depois se mudou para o Brooklyn. Lá fotografou viciados e gangues em Nova York que compõem It’s All Good, seu primeiro livro lançado em 2006, seguido de Boogie, em 2007, e Belgrado Belongs to me, este ano.

Tempo depois, com algum reconhecimento alcançado, o fotógrafo fez trabalhos comerciais para a campanhas comerciais como a Real Basket da Nike e teve a oportunidade de viajar para países como Bulgária, França, Itália, Sérvia, Brasil, Cuba, România, Alemanha, Turquia e Grécia.

Em entrevista de 2007, Boogie afirmou que sua cidade preferida até o momento havia sido São Paulo. Pelo jeito o favoritismo rendeu. O fotógrafo acabou de lançar em parceria com a editora americana PowerHouse Books um livro intitulado São Paulo com registros de sua experiência na cidade brasileira.

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Antes do lançamento do livro, em entrevista ao site de fotografia Lost.art.br, Boogie contou sobre sua experiência em São Paulo.

A sensação dominante em São Paulo é de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento. Caminhar era cansativo porque eu tinha que ficar esperto o tempo todo. Era fotografia de guerrilha de certa forma. Eu fotografava rapidamente, mudava de locação, e voltava a fotografar. É uma cidade estranha com uma energia estranha. Comunicação era um grande problema porque poucos falam inglês.

Estive lá por uma semana e por uns três ou quatro dias fiquei com algumas pessoas locais. Isso ajudou muito. Eu não tinha idéia do que esperar. Pessoas estavam tentando me assustar com histórias de sequestros e roubos a mão armada, mas eu estive ok. É perigoso, mas não é Bagdá, você sabe.

É possível conferir outras fotografias tanto de “São Paulo” quanto dos outros livros do fotógrafo em seu site: http://www.artcoup.com/