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Boogie lança “São Paulo”

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Vladimir Milivojevich, o fotógrafo Boogie, nasceu em 1969 em Belgrado, Sérvia. Lá foi criado e vivenciou 10 anos de crise econômica e guerra civil. Seu trabalho ficou conhecido por suas fotos cruas em preto e branco, retratando geralmente situações e pessoas em pobreza e/ou violência extremas.

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Suas primeiras fotos, ainda em sua cidade natal, capturaram o cotidiano de grupos neo-nazistas. Em meados dos anos 90, o fotógrafo conseguiu um green card em uma rifa e mudou-se para Nova York. Morou inicialmente no Queens e depois se mudou para o Brooklyn. Lá fotografou viciados e gangues em Nova York que compõem It’s All Good, seu primeiro livro lançado em 2006, seguido de Boogie, em 2007, e Belgrado Belongs to me, este ano.

Tempo depois, com algum reconhecimento alcançado, o fotógrafo fez trabalhos comerciais para a campanhas comerciais como a Real Basket da Nike e teve a oportunidade de viajar para países como Bulgária, França, Itália, Sérvia, Brasil, Cuba, România, Alemanha, Turquia e Grécia.

Em entrevista de 2007, Boogie afirmou que sua cidade preferida até o momento havia sido São Paulo. Pelo jeito o favoritismo rendeu. O fotógrafo acabou de lançar em parceria com a editora americana PowerHouse Books um livro intitulado São Paulo com registros de sua experiência na cidade brasileira.

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Antes do lançamento do livro, em entrevista ao site de fotografia Lost.art.br, Boogie contou sobre sua experiência em São Paulo.

A sensação dominante em São Paulo é de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento. Caminhar era cansativo porque eu tinha que ficar esperto o tempo todo. Era fotografia de guerrilha de certa forma. Eu fotografava rapidamente, mudava de locação, e voltava a fotografar. É uma cidade estranha com uma energia estranha. Comunicação era um grande problema porque poucos falam inglês.

Estive lá por uma semana e por uns três ou quatro dias fiquei com algumas pessoas locais. Isso ajudou muito. Eu não tinha idéia do que esperar. Pessoas estavam tentando me assustar com histórias de sequestros e roubos a mão armada, mas eu estive ok. É perigoso, mas não é Bagdá, você sabe.

É possível conferir outras fotografias tanto de “São Paulo” quanto dos outros livros do fotógrafo em seu site: http://www.artcoup.com/

Céus de São Paulo

A série Céus de São Paulo é um registro da megalópole do topo dos seus arranha-céus. Suas luzes, formas, personagens e seu “quase” silêncio.  Seguem algumas imagens da série ainda em construção. A Bangoo e a Vinil, estúdio de novas mídias e design que a concebeu, são irmãs do IMEA - Instituto de Mídia e Artes, que já produziu exposições de fotografia no Brasil e no exterior.

Imagem da série Céus de São Paulo, Fernanda Cerávolo

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Céus de São Paulo

Céus de São Paulo - cinza

 

Céus de São Paulo - 3

Céus de São Paulo - laranja

 

Céus de São Paulo

Céus de São Paulo - marrom

Céus de São Paulo

Céus de São Paulo - amarelo

 

 

LaChapelle no MuBE

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The House Of The End Of The World, 2005

A história de David LaChapelle como fotógrafo começa nos anos 80, quando ele deixou de trabalhar como barman em Nova York e foi contratado pelo próprio Andy Warhol para fotografar para a revista Interview.

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Death By Hamburguer, 2001

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Milk Maidens, 1998

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Lonely Doll I, 1996

Suas fotos inusitadas, ultra-saturadas e retratando celebridades de maneira mágica/fantástica/bizarra ficaram famosas nos anos 90 e ilustraram capas de inúmeras publicações como Vogue, Vanity Fair, Rolling Stone, i-D e a extinta The Face. Além de campanhas publicitárias de marcas como L’Oreal, MTV, Diesel Jeans, Ford e outras.

Além de fazer fotos para álbuns de artistas, também existe a faceta de LaChapelle fortemente ligada à vídeo-produção. O fotógrafo foi responsável por videoclipes de artistas como: Jennifer Lopez, Gwen Stefani, Christina Aguilera e Moby. O clipe de Natural Blues de Moby ganhou o prêmio de melhor videoclipe no MTV Europe Awards, em 2003.

Seu documentário “Rize” de 2005, sobre o “krumping”, um estilo de dança praticado nas periferias de Los Angeles, recebeu o Reconhecimento Especial do Júri no Festival de Sundance e ganhou como o Melhor Documentário no Aspen Film Festival.

“Heaven to Hell: Belezas e Desastres” estréia hoje em São Paulo e mostra um pouco do trabalho do artista nas duas áreas. São 25 retratos de Courtney Love, Madonna, Marilyn Manson, Angelina Jolie, Gwen Stefani e outros, os videoclipes produzidos por ele e o documentário “Rize”. A entrada é franca e a exposição fica até dia 05 de fevereiro no MuBE.

Veja o trailler de “Rize”: http://www.youtube.com/watch?v=0efEID-uCtE

E entrevista com LaChapelle para a Folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u365784.shtml

Serviço:
Heaven to Hell: Belezas e Desastres
MuBE (Museu Brasileiro de Escultura)
Av. Europa, 218
Jardim Europa – São Paulo – SP
Terça a Domingo: das 10 às 19h

Rock on!

A exposição Rockers aconteceu entre 16 de maio e 1º de julho deste ano no museu de arte brasileira da FAAP e exibiu famosos registros fotográficos de Bob Gruen, considerado um dos mais importantes e influentes fotógrafos de Rock ‘n Roll do mundo. Em comemoração pela exposição foi lançado o livro Rockers pela Cosac Naify que contém todas as fotos exibidas na ocasião e que está a venda na Bangoo.

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Uma das duas capas do livro Rockers,
John Lennon, Nova York, 1974

Rafael Teixeira, também conhecido como Ruffles, dinossauro de blog e colaborador eventual para o Banana Mecânica, postou agora no Twitter o link de uma resenha sobre a exposição que ia para o Banana, mas que acabou não ficando pronta a tempo e virou post de blog. O Rafael emprestou a resenha para a gente numa boa e ela vem na íntegra após o bip:

Exposição “Rockers”, de Bob Gruen @ FAAP-SP

“O fotógrafo certo, na hora certa”. Essa seria a definição ideal para Bob Gruen, que capturou cenas e pessoas que tornaram-se a identidade de uma cena musical que passa por cultura e comportamento. Por se tratarem de fotos de personagens do rock ora consagrados, ora controversos, a exposição se prende mais às fotos já conhecidas do público, sem perder no entanto o enfoque do íntimo com os fotografados e o aspecto urbano da música retratada – punk rock, anarquia urbana, transgressão social, sonoridade conturbada e visual provocativo.

Inspirada no referencial da cena punk dos anos 70/80, a cenografia e apresentação vão de encontro ao que se espera do conteúdo – fotos de nomes consagrados do rock, pop e punk rock das últimas 3 décadas. Linguagem jovem e contemporânea, carregada nas cores fortes e ácidas, sem deixar de ser adequada ao público visitante deste tipo de exposição. O trabalho de sonografia é bastante adequado – e necessário, já que aqui estamos diante de personagens da história da música e cultura punk.

O acervo é variado, e denota os principais nomes, situações e ambientes freqüentados. Peca somente no que diz respeito a mostrar outros olhares sobre os clicados (talvez exceto por John Lennon e sua família), mas não perde em momento algum o foco principal, que é mostrar como a atitude desses personagens influenciou e influencia a cultura pop até hoje.

John Lennon, Tina Turner, Sid Vicious, Andy Warhol, Debbie Harry, entre outros, tiveram transformados alguns de seus melhores momentos (seja ao palco, nos bastidores de uma performance ou na noite nova-iorquina) em ícones fotográficos. Não se discute a qualidade estética” das fotos – até por conta do tema abordado – mas sim o registro e seleção das cenas, como prova documental de uma época. E, nesse quesito, a exposição tem um de seus maiores trunfos; é obrigatória para quem tem interesse pelo registro histórico de um dos movimentos culturais e musicais mais conturbadores do século 20.

Épica Revolucionária Cubana

Entre Julho e Agosto de 2006, foi realizada pelo Instituto de Mídia e Artes a exposição Épica Revolucionária Cubana onde foram expostas registros fotográficos dos primeiros anos da Revolução Cubana (1959-1969). As fotografias foram reunidas e organizadas por Marucha (Maria Eugenia Haya, 1944-1991), fotógrafa cubana, pesquisadora e fundadora da fototeca de Cuba em 1986.

Presentes na exposição, registros de Raúl Corral - Corrales, Alberto Días (Korda), Osvaldo Salas e outros importantes expoentes que documentaram o período. Korda, entre outros trabalhos, foi o autor do retrato mais famoso de Ernesto Che Guevara, Guerrillero Heroico.


Pôster com gravura inspirada em Guerrillero Heroico

A Bangoo em parceria com o Instituto de Mídia e Artes, organizador da exposição, está vendendo pôsteres com gravura inspirada na famosa foto de Che e uma coleção de 5 fotografias autenticadas pela fototeca de Cuba que acompanha uma moldura em acrílico. Abaixo as fotos incluídas na coleção.

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Roberto Salas, 1971 Libório Noval, 1977

 

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Korda, 1961

 

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Raul Corral, 1960

 

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Roberto Salas, 1961

 

A Bangoo também vende o livro Cuba por Korda que aprofunda e ilustra o trabalho do fotógrafo do fotógrafo Alberto Días - Korda. O fotógrafo acompanhou de perto Che Guevara e Fidel Castro ainda no período das Guerrilhas, de dentro a ascensão do novo regime, até tornar-se por muitos anos fotógrafo pessoal de Fidel.

Ótimas sugestões de presente para o natal, imperdíveis para quem gosta de fotografia ou tem interesse pela história política cubana.

Strawberry Fields are forever

Este ano está um ano bem cheio de notícias relacionadas aos Beatles, né? Ok, a verdade é que desde os anos 60 não param de acontecer fatos relacionados em algum grau aos garotos de Liverpool…

Mês passado, Yoko Ono inaugurou em São Paulo sua exposição pelo centenário da imigração japonesa no Brasil, com direito a apresentação performática no Theatro Municipal que concentrou metade do PIB brasileiro em um lugar só (a partir da foto 4) hehe. As fotos da performance a seguir são emprestadas da fotógrafa Caroline Bittencourt. Obrigada, Caroline. :)

Para quem perdeu a performance, a exposição ainda está em cartaz no Centro Cultural Banco de Brasil até dia 03 de fevereiro. Yoko Ono – Uma Retrospectiva faz um apanhado da carreira artística da nipônica e inclui “Ceiling Painting”, a obra que conquistou John Lennon - Uma escada com uma lupa presa por uma corda no teto, para que o objeto seja utilizado e seja possível ler no alto escrito bem pequenininho: “yes”.

Agorinha semana passada, estreou em circuito o musical Across the Universe, dirigido por Julie Taymor, também diretora do filme sobre a artista plástica mexicana Frida. Across the Universe é baseado em músicas e referências dos Beatles, desde o nome do filme, dos personagens, à época em que vivem, até as músicas que os personagens cantam, canções… dos Beatles. O filme tem participações especiais de Bono Vox, Joe Cocker e Salma Hayek.

Ah sim, anteontem foi aniversário de morte de John Lennon. Nesse link foi postada uma carta aberta de Yoko para John por este 27° aniversário da morte.

Imagine Peace!

China Fever!

Saiu a 35ª edição do objeto de desejo, exclusivo e limitado, o calendário 2008 da Pirelli. Este é o primeiro deles clicado inteiramente na Ásia, mais precisamente em Shangai. O ensaio tem participação de beldades chinesas e algumas supermodels, incluindo a brasileira Carol Trentini. E mostra imagens da china antiga, referências, maquiagem e cores orientais. Produção caprichada que mantém o padrão de qualidade que caracteriza os calendários da empresa.

O fotógrafo responsável pelo trabalho foi o francês Patrick Demarchelie que tem diversos trabalhos publicados principalmente na área de moda.

Dá para conferir todos os calendários da empresa desde a década de 60, incluindo o de 2008 no site pirellical.com.

Do Forno

Passando rapidinho só pra contar as novidades da Bangoo. Até o Natal entram no ar os novos produtos, com direito a ensaio novo. Tudo muito lindo e já já na capa do site, no Flickr, Fotolog e todas essas ferramentas vício de internet.

 

 

 

Falando em ferramenta vício de internet, acabamos de abrir um Twitter para as coisinhas mais pílula que não enchem um post, mas que a gente fica doido para dividir com vocês. Para quem não sabe, o Twitter é um serviço de microblog com posts de até 140 caracteres. É praticamente o blog em formato SMS. Inclusive dá pra receber e enviar as atualizações por celular. Para receber as atualizações é grátis. Já para enviar pelo celular fica o preço de um SMS para os Estados Unidos.

Sigam-nos os bons!

http://www.twitter.com/bangoo

Huge in China II - Fotografia

 


3030: New Photography in China, vendido com exclusividade pela Bangoo

 

Na área de fotografia foi lançado no final do ano passado, 3030: New Photography in China, livro que reúne fotografias realizadas por 30 novos fotógrafos chineses com trabalhos publicados por meio da internet com até 30 anos. Esse critério para a seleção mostra uma imagem atualíssima e arejada da nova cena em fotografia chinesa. O livro está a venda no Brasil com exclusividade por nós da Bangoo (orgulho!) e na Livraria Pop.

O fundador da editora e curador na seleção dos fotógrafos deste livro foi John Millichap, jornalista inglês que morou durante 10 anos em Hong Kong. Em entrevista para a revista digital, com sede em Tóquio, PingMag, Millichap explica porque sua seleção não perdeu tempo com arte que tem a ver com Mao ou Revolução Cultural.

Nós queríamos algo que não lidasse com nenhum dos preconceitos sobre arte chinesa. Como se arte contemporânea de origem chinesa sempre tivesse que pressionar alguns botões e, de algum modo, sempre lidar com alguns clichês como Revolução Cultura e Mao. É uma geração particular e um tipo particular de arte que as audiências ocidentais ou colecionadores ocidentais consideram acessível. Por isso tende a aparecer muito o que é politicamente popular ou para utilizar outro termo, uma realidade cínica. Em contrapartida, a premissa básica dos livros de nossa editora é que após a abertura, a China mudou muito. Esta é a primeira geração de jovens que chegou a maturidade dentro desta realidade. Então, a experiência destes jovens é muito diferente e ao contrário de seus pais, eles conhecem seu país apenas como um país internacional de economia em grande crescimento. Naturalmente seu trabalho é diferente, Em seus 20 ou quase 30, eles estão amadurecendo como artistas também. Mas seu trabalho começou a ser exibido apenas muito recentemente, talvez nos poucos últimos anos, com algumas exibições e até então, apenas na China.

Veja algumas das fotografias abaixo e a entrevista na íntegra no site da PingMag.

 

Peng & Chen, Bed (right side) (2006),
Bed (left side) (2006)

Alex So, The New Generation Five

Zhang Jungang, Zhu Jia Jian Island (2006)

Wang Yifei, Untitled Portrait (2006)

Yang Chang Hong, Leaving series – 1

Lin Zhi Peng, Ivan and Wewe at a party in my apartment in winter (2006)

 

Incríveis, né? Lembrando que temos exclusividade na venda deste livro no Brasil. 3030: New Photography in China, só na Bangoo e na Livraria Pop. Para quem quiser ver mais um pouquinho, tem algumas fotos novas no Flickr. :)

Huge in China - Introdução

Você pensa que a Bangoo é apenas um rostinho bonito? Bangoo também é cultura! Produzimos uma matéria super legal sobre Cultura Pop Chinesa - Isso mesmo: CULTURA-POP-CHINESA. Ficou curioso? Nós também! Mas em partes, porque esse negócio de ler no monitor cansa a vista…

HUGE IN CHINA

Com seu bolinho crescendo 9% ao ano - há dez anos, berço de 1/5 da população do planeta, geradora de 16,82% de toda a riqueza mundial, esse Dragão produz Cultura Pop?

Pensou Cultura Pop na China, pensou no Mao Tsé Tung multicor de Andy Warhol, porcelana kitch, brinquedinhos e todo tipo de quinquilharia de qualidade duvidosa ou pirateada. Mas você é a mesma pessoa de 20 anos atrás? A China também não é. Principalmente depois da abertura para a pouca vergonha do ocidente, uma puberdade muito louca…

n. 5 Mao Tsé Tung Series, Andy Warhol, 1972

Sim, as referências da nova Cultura Pop Chinesa agregam kitsch, reprodução do que é feito no ocidente e Japão, pop art. Mas os trabalhos que merecem destaque remetem principalmente aos ranços de um governo totalitário que ainda hoje cerceia a liberdade de expressão e limita desde acesso à Internet, ao número de filhos que um casal pode gerar. “My little China Girl says: Oh baby just you shut your mouth” diria David Bowie no início dos anos 80. O governo chinês diz em 2007.

Gilberto Scofield Jr. é correspondente em Pequim do jornal O Globo desde 2004 e diz o seguinte sobre a sociedade e a cultura chinesas:

Todos os clichês foram devidamente reenquadrados, especialmente aquele que diz que as sociedades orientais são mais zens, calmas e introspectivas. Não é o caso da China, onde vale tudo por dinheiro e as pessoas parecem à beira de um ataque de nervos. Acho que a cultura produzida hoje em Pequim ainda é muito influenciada pelo Ocidente, mas tenta seriamente encontrar um caminho próprio, um jeito oriental e chinês diferenciado.

A nova cara dessa produção chinesa, realizada principalmente por jovens, e divulgada por meio da internet pode ser observada em pinturas, fotografias, ilustrações, músicas, blogs e fotologs, por mais que o governo chinês tente impedir essas manifestações com medidas como proibir exposições, bloquear o acesso a grandes sites que hospedam esses serviços como YouTube, Blogger. Medidas revogadas, mas ainda em observação pelo governo chinês.

 

… continua no próximo capítulo.