Arquivo 'andy warhol'

O Universo de Keith Haring

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Keith Haring foi um dos artistas mais importantes da pop art e seu traço simples de cores fortes é inspiração em vários produtos da Bangoo como o nosso tênis e a camiseta Keith.

Para quem se interessa pelo o trabalho do artista, acaba de ser lançado em Nova York, cidade em que Keith viveu e trabalhou durante grande parte de sua vida, o documentário”The Universe of Keith Haring”.

O filme, dirigido por Chistina Clausen, tem entrevistas e imagens de arquivo com personalidades como Madonna, Yoko Ono, David LaChappelle e Andy Warhol, pessoas que faziam parte do ciclo de amizades do artista.

O filme ainda não tem data para estrear no Brasil, mas dá para conferir uma pequena prévia a partir do trailler que pode ser visto aqui.

Duchamp no aniversário de 60 anos do MAM

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A Fonte, 1917 (Réplica)

Em seu aniversário de 60 anos, o MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) ganha, ou melhor, dá de presente para o seu público, a exposição Marcel Duchamp: uma obra que não é uma obra “de arte”. A exposição é a primeira solo do artista no país e a maior exposição de Duchamp já realizada na América Latina.

Um fato curioso sobre esta exposição é que o artista seria o curador da exposição inaugural do MAM, em 1948. Todos os detalhes estavam quase fechados, quando o dinheiro destinado ao transporte das obras foi roubado e a curadoria não foi possível.

Duchamp foi o primeiro artista a utilizar o conceito ready-made, ou seja, ele pegava objetos ordinários, produzidos em larga-escala e os elevava ao posto de obra de arte. Sua obra, A Fonte, é o maior exemplo desse conceito e, nada mais é que um urinol exposto do lado contrário, assinado por um dos pseudônimos de Duchamp, H. Mutt.

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L.H.O.O.Q., 1919 (Réplica)

A Fonte, Roda de bicicleta e L.H.O.O.Q., uma reprodução da Monalisa de Da Vinci, com bigode e costeleta, cujas siglas significam algo como “ela tem o rabo quente”, são algumas das obras famosas de Duchamp que fazem parte da exposição. Uma das inéditas é O Grande Vidro, obra que demorou oito anos para ficar pronta e é considerada pelos especialistas como a obra mais complexa de Duchamp.

Uma das passagens da biografia do artista, citada pela curadora da exposição, Elena Filipovic, explica um pouco de sua relação com a originalidade. Uma vez um amigo do artista lhe perguntou porquê ele assinava tudo que lhe caia nas mãos – inclusive réplicas de obras suas. “Para tirar o valor do original” respondeu ele.

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 O Grande Vidro, 1926 (Réplica)

A maior parte das obras originais do artista estão destruídas ou perdidas. As peças expostas no MAM são reproduções “originais”. Mas em Duchamp isso não importa. Sua peculiar relação com o original permite que diferentes reproduções assinadas de A Fonte, A Roda de Bicicleta e O Grande Vidro possam estar expostas simultaneamente em diferentes partes do mundo.

Duchamp passou a vida inteira questionando a arte e contraditoriamente se dedicava a seu objeto de crítica de maneira bastante esforçada. O criador do ready-made após declarar aposentadoria, trabalhou em segredo por 20 anos em sua última obra, a instalação Os Dados - que só veio a público após sua morte.

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Caixa Valise, 1935 (Réplica)

O artista que criticava a originalidade da obra de arte produziu uma série de luxo de seu Museu em Valise dada de presente a amigos que continha pequenas reproduções de suas maiores obras. A reprodução em exposição no MAM pertenceu a Andy Warhol.

Contraditórios foram também os resultados da crítica que ele iniciou. Mesmo “reproduções”, hoje suas obras valem muito dinheiro. Mas de qualquer forma Duchamp que viveu de 1889-1968 figura até os dias atuais como referência em crítica e transgressão de arte.

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Os dados, 1946 (Réplica)

Ainda no MAM, paralelamente à exposição do artista, acontece na Sala Paulo Figueiredo, Duchamp-me. Com curadoria Felipe Chaimovich, a exposição traz 40 obras do de artistas brasileiros que tiveram Duchamp como inspiração como Geraldo de Barros e Vik Muniz.

Serviço:
MAM
Parque do Ibirapuera
De 17/07 a 21/09
Horários:
Terça a domingo das 10h às 18h
Preço: R$ 5,00 (grátis aos domingos)

LaChapelle no MuBE

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The House Of The End Of The World, 2005

A história de David LaChapelle como fotógrafo começa nos anos 80, quando ele deixou de trabalhar como barman em Nova York e foi contratado pelo próprio Andy Warhol para fotografar para a revista Interview.

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Death By Hamburguer, 2001

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Milk Maidens, 1998

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Lonely Doll I, 1996

Suas fotos inusitadas, ultra-saturadas e retratando celebridades de maneira mágica/fantástica/bizarra ficaram famosas nos anos 90 e ilustraram capas de inúmeras publicações como Vogue, Vanity Fair, Rolling Stone, i-D e a extinta The Face. Além de campanhas publicitárias de marcas como L’Oreal, MTV, Diesel Jeans, Ford e outras.

Além de fazer fotos para álbuns de artistas, também existe a faceta de LaChapelle fortemente ligada à vídeo-produção. O fotógrafo foi responsável por videoclipes de artistas como: Jennifer Lopez, Gwen Stefani, Christina Aguilera e Moby. O clipe de Natural Blues de Moby ganhou o prêmio de melhor videoclipe no MTV Europe Awards, em 2003.

Seu documentário “Rize” de 2005, sobre o “krumping”, um estilo de dança praticado nas periferias de Los Angeles, recebeu o Reconhecimento Especial do Júri no Festival de Sundance e ganhou como o Melhor Documentário no Aspen Film Festival.

“Heaven to Hell: Belezas e Desastres” estréia hoje em São Paulo e mostra um pouco do trabalho do artista nas duas áreas. São 25 retratos de Courtney Love, Madonna, Marilyn Manson, Angelina Jolie, Gwen Stefani e outros, os videoclipes produzidos por ele e o documentário “Rize”. A entrada é franca e a exposição fica até dia 05 de fevereiro no MuBE.

Veja o trailler de “Rize”: http://www.youtube.com/watch?v=0efEID-uCtE

E entrevista com LaChapelle para a Folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u365784.shtml

Serviço:
Heaven to Hell: Belezas e Desastres
MuBE (Museu Brasileiro de Escultura)
Av. Europa, 218
Jardim Europa – São Paulo – SP
Terça a Domingo: das 10 às 19h

Huge in China - Introdução

Você pensa que a Bangoo é apenas um rostinho bonito? Bangoo também é cultura! Produzimos uma matéria super legal sobre Cultura Pop Chinesa - Isso mesmo: CULTURA-POP-CHINESA. Ficou curioso? Nós também! Mas em partes, porque esse negócio de ler no monitor cansa a vista…

HUGE IN CHINA

Com seu bolinho crescendo 9% ao ano - há dez anos, berço de 1/5 da população do planeta, geradora de 16,82% de toda a riqueza mundial, esse Dragão produz Cultura Pop?

Pensou Cultura Pop na China, pensou no Mao Tsé Tung multicor de Andy Warhol, porcelana kitch, brinquedinhos e todo tipo de quinquilharia de qualidade duvidosa ou pirateada. Mas você é a mesma pessoa de 20 anos atrás? A China também não é. Principalmente depois da abertura para a pouca vergonha do ocidente, uma puberdade muito louca…

n. 5 Mao Tsé Tung Series, Andy Warhol, 1972

Sim, as referências da nova Cultura Pop Chinesa agregam kitsch, reprodução do que é feito no ocidente e Japão, pop art. Mas os trabalhos que merecem destaque remetem principalmente aos ranços de um governo totalitário que ainda hoje cerceia a liberdade de expressão e limita desde acesso à Internet, ao número de filhos que um casal pode gerar. “My little China Girl says: Oh baby just you shut your mouth” diria David Bowie no início dos anos 80. O governo chinês diz em 2007.

Gilberto Scofield Jr. é correspondente em Pequim do jornal O Globo desde 2004 e diz o seguinte sobre a sociedade e a cultura chinesas:

Todos os clichês foram devidamente reenquadrados, especialmente aquele que diz que as sociedades orientais são mais zens, calmas e introspectivas. Não é o caso da China, onde vale tudo por dinheiro e as pessoas parecem à beira de um ataque de nervos. Acho que a cultura produzida hoje em Pequim ainda é muito influenciada pelo Ocidente, mas tenta seriamente encontrar um caminho próprio, um jeito oriental e chinês diferenciado.

A nova cara dessa produção chinesa, realizada principalmente por jovens, e divulgada por meio da internet pode ser observada em pinturas, fotografias, ilustrações, músicas, blogs e fotologs, por mais que o governo chinês tente impedir essas manifestações com medidas como proibir exposições, bloquear o acesso a grandes sites que hospedam esses serviços como YouTube, Blogger. Medidas revogadas, mas ainda em observação pelo governo chinês.

 

… continua no próximo capítulo.