Arquivo 'arte'

O Universo de Keith Haring

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Keith Haring foi um dos artistas mais importantes da pop art e seu traço simples de cores fortes é inspiração em vários produtos da Bangoo como o nosso tênis e a camiseta Keith.

Para quem se interessa pelo o trabalho do artista, acaba de ser lançado em Nova York, cidade em que Keith viveu e trabalhou durante grande parte de sua vida, o documentário”The Universe of Keith Haring”.

O filme, dirigido por Chistina Clausen, tem entrevistas e imagens de arquivo com personalidades como Madonna, Yoko Ono, David LaChappelle e Andy Warhol, pessoas que faziam parte do ciclo de amizades do artista.

O filme ainda não tem data para estrear no Brasil, mas dá para conferir uma pequena prévia a partir do trailler que pode ser visto aqui.

Anatomia não-viva

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Lembra daqueles mapas que mostram os sistemas internos de seres vivos? Músculos, órgãos, veias, artérias e ossos uncensored?

O artista Jason Freeny teve a idéia de mapear seres não-vivos que pelo menos, pelo o que gente saiba, não teriam como ser mapeados.

Veja como funcionam, na concepção de Freeny, os sistemas imunológico, digestivo, cerebral, de um ursinho de bala de goma, um toy art ou um cachorro de bexiga. A última dele foi a anatomia de um boneco lego!

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Mais trabalhos do artista aqui!

Art Breaks: O acervo de vinhetas da MTV no Oi Futuro

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Quem já passou muito tempo grudado na MTV,  ou mesmo quem assiste ou assistiu entre zapeadas, sabe que as vinhetinhas - que tinham como função inicial, pontuar espaço não preenchido por propaganda - se tornaram parte integrante da identidade do canal. É estranho imaginar a MTV sem suas vinhetas tão características.

Quem é do Rio tem até o dia 17 de setembro, para relembrar e rever aproximadamente 200 vinhetas produzidas por artistas e ilustradores de mundo inteiro. O acervo está no Centro Cultural Oi Futuro exibido em um grande mosaico interativo que convida o visitante à imersão.

Art Breaks: MTV e a Cultura Visual Contemporânea reflete sobre como as vinhetas conseguiram dialogar com o público jovem de maneira totalmente não-convencional, quase desconstruída. A exposição faz um panorama do que havia de mais novo e experimental em arte, cinema e ilustrações no finalzinho da década de 80 e década de 90. Trabalhos estes que influenciaram as gerações seguintes.

Serviço:
Art Breaks: MTV e a Cultura Visual Contemporânea
Oi Futuro
De 08/07 a 17/08
R. Dois de Dezembro, 63 – Flamengo
Rio de Janeiro - RJ
Horário: 11h às 20h
Preço: Grátis

Emoção Art.Ficial 4.0 no Itaú Cultural

Acontece a partir do dia 02 de julho, no Itaú Cultural, a Bienal de Arte e Tecnologia, chamada nesta 4ª edição, Emoção Art.Ficial 4.0 – Emergência. O nome brinca com e a situação de emergência que a produção de arte que se integra com a tecnologia. Emergência em eclodir, emergência por talvez não estar sendo apreciada ou desenvolvida como deveria. Não se trata de um conceito fechado.

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Canções Submersas, 2008, Vivian Cacuri

São 16 trabalhos de artistas do Brasil, Suécia, Irlanda, Austria, Coréia, Canadá, Colômbia, Bélgica, Inglaterra, Portugal, França e Inglaterra. Tem desde Spore, o novo jogo de Will Wright, criador do jogo de Sims, passando pelos peixes-DJS da paulista Vivian Caccuri, até o robô-artista do português Leonel Moura que pinta conforme informações em seu código e estímulos do público.

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The Bacterial Orchestra, 2006, Martin Lübcke e Olle Cornéer

O destaque fica para a instalação The Bacterial Orchestra, dos suecos Martin Lübcke e Olle Cornéer, se trata de uma orquestra de “células” que se comportam como organismos. Da interação entre as “celulas” são criadas microfonias sonoricamente evoluídas que aludem a diferentes momentos históricos da música.

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Ultra-Nature, 2008, Miguel Chevalier

Outro destaque é o jardim virtual Ultra-Nature do mexicano Miguel Chevalier em exposição na estação Paraíso do metrô. Na instalação-jardim há seis variedades de plantas digitais coloridas. As plantas evoluem de acordo com suas características “genéticas” e pela interação do público que pode realizar a polinização entre elas através de sensores, que provoca o crescimento de novas e inesperadas florações.

Serviço:
Exporição Emoção Art.Ficial 4.0 - Emergência!
De 02/07 a 14/09
Itaú Cultural
Av. Paulista, 149
Estação Brigadeiro do Metrô
São Paulo - SP
Horários: Terça a sexta: 10h às 21h
Sábado, Domingos e feriados: 10h às 19h.
Preço: Grátis
Visitas monitoradas podem ser agendadas pelo telefone: (11) 2168-1876

Loro Verz na Galeria Coletivo

 

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Loro Verz era aquele cara da escola que fazia caricaturas. Terminado o colégio, prestou direito na PUC, passou e já matriculado, viajou para ficar seis meses em Londres. Seis meses depois, ele decidiu que não ia mais voltar.

Durante os oito anos que passou lá, desenhando, grafitando e pintando, fez novos amigos, trocou o direito pelas Artes Plásticas na Saint Martins School of Arts & Design. E para se sustentar, trabalhou de tudo que você possa imaginar: de entregador de panfleto a lavador de pratos.

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Mas Loro acabou voltando. “Na época eu estava fazendo uns quadros para um cara e em troca ele deixava eu morar de graça na garagem dele. Um dia, bêbado, eu acabei caindo em cima da minha própria mão, que quebrou… Aí, eu não tinha mais como trabalhar! E o cara acabou me expulsando. Juntei o dinheiro que eu tinha e voltei para o Brasil”.

No Brasil, tudo que ele queria era voltar para Londres. “Eu cheguei aqui e tudo de arte que eu via era planta, flor, cavalo. (risos). Brincadeira, existia uma cena. Mas eu não conhecia nada, nem ninguém e só pensava em voltar para continuar fazendo arte com os meus amigos de lá”.

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Para se virar, depois da volta, ele começou a dar aulas de inglês. “Eu estava até ganhando uma grana legal. Dava para me sustentar e viver decentemente. Mas eu resolvi parar de dar aula de inglês e fazer o que eu realmente gosto, que é arte!”.

As inspirações para arte de Loro estão na rua, em situações inusitadas e na simultaneidade. Simultâneo que é, Loro não pára. O artista ficou entre os 15 finalistas do 2º concurso de ilustração promovido pelo jornal Folha de S. Paulo. O prêmio acabou dando a oportunidade depois para que ele se tornasse o ilustrador do jornal Publimetro.

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Um dia me ligaram dizendo que queriam conversar comigo. Estavam montando um novo jornal, entregue de graça para as pessoas, que já existia em várias cidades do mundo, e precisavam de um ilustrador. Achei que era piada de um amigo meu, o Felipe, mas acabei indo. Desde então, eu entrego uma tirinha toda semana”.

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Loro deixou de dar aulas de inglês, mas esse negócio de ser professor não o abandonou. Agora ele dá aulas de arte. “Na época que eu larguei tudo, eu passei a mandar meu currículo para todas as escolas que eu considerava legais. Um tempão depois, o pessoal da Escola São Paulo me ligou. Eu dou aula lá de desenho, ilustração e grafitte”.

Artistas que Loro considera muito bons? Um italiano chamado BLU, o cartunista Allan Sieber e Alessandra Cestac.

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Um pouco dos trabalhos de Loro podem ser vistos no Bar B, no Bar Santa Augusta e em algumas lojas da marca de artigos esportivos Puma. Amanhã tem bate-papo + Live Paiting com ele na Coletivo Galeria a partir das 20h. Lá você poderá ver sua primeira exposição individual no Brasil que fica no espaço até sábado.

Serviço:
LORO VERZ
Coletivo Galeria
Até dia 19/07
Rua dos Pinheiros, 493 - Pinheiros- SP
Horários:Terça a sexta das 15 às 21hs
Sábado das 14 às 19hs
Grátis

Loro, e que história é essa de ter sido vice-campeão de um concurso de dança da MTV? “Eu tinha acabado de chegar de Londres e só pensava em voltar para lá. Mas não tinha grana nenhuma! Um dia estava de bobeira no Shopping Iguatemi com uma amiga e estavam gravando as pessoas dançando para um concurso de dança da MTV. O prêmio era uma viagem para Londres. Perfeito! Daí o plano era ganhar, ir pra Londres, me disperçar da galera da MTV e ir para casa de um amigo. Aí fui, passei por várias eliminatórias, mas perdi na final. Eu era reconhecido nos lugares. Fui muito zoado por essa história, já...”.

Moleskine

Você sabe o que é Moleskine? Se você é ligado às áreas de ilustração e design provavelmente já deve ter ouvido o nome por aí.

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Moleskine é uma marca de cadernos de brochura italiana que existe há pelo menos duzentos anos. O hype em torno do carderninho existe porque supostamente ele foi a caderneta oficial de pensadores e artistas como Van Gogh, Picasso e Hemingway.

O caderno de brochura com cara de antiguinho, elástico para evitar que as folhas fiquem espanadas e marcador para acessar com rapidez sua última anotação, foi redescoberto.

Além de anotações e lembretes, as páginas das cadernetas viraram plataformas para produção de arte que você pode carregar junto com você para qualquer lugar.

No aniversário de dois anos, a Livraria POP promoveu a Primeira Exposição de Sketch Books no recém inaugurado cantinho Livraria-Café-Bar. A exposição contou com cadernos de cerca de 20 artistas convidados.

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(fotos surupiadas do site do Kako, um dos artistas que emprestou sketch books para a exposição)

Já existem na rede, sites para artistas mostrarem suas artes na caderneta como o Moleskine Project e o Skineart.com e até uma exposição organizada pela própria Moleskine, chamada a Detour

Moleskine ou não, você já derramou sua criatividade no papel hoje?

Arte na lata


Miracle Grow, Andy Tran, 2007

No final do ano passado rolou nos Estados Unidos a quinta e a sexta exibição do concurso cultural Red Bull Art of Can. Como o nome sugere, é uma exposição de colagens, esculturas, fotos, enfim, qualquer coisa que utilize como material de criação as latinhas de Red Bull.

Olha só alguns dos trabalhos:


Vitalized Dragon, Tsuyoshi James Ishikawa, 2007


A Casual Toss, Kathryn Beale, 2007


Dive for Red Bull (it gives you fins), Asta Razma, 2007

No site da exposição dá para acessar uma galeria com os trabalhos de todas as edições. O legal é qu7e qualquer um pode participar e com um pouco criatividade ser escolhido para expôr. O vencedor e vice ganharam viagens com acompanhante para Art Basel que acontece este ano na Suíça e é considerada a olímpiada do mundo da arte.