Arquivo 'China'

Leve a nova fotografia chinesa (com desconto!) para sua casa

bazar.jpg

Penúltimo dia do Bazar Online Bangoo. Nem vou falar que não dá para deixar para depois para não ser repetitiva…

capachina.jpg

New Photography in China de R$140 por R$70! Imperdível!

Hoje é dia de falar de um livro incrível de fotografia cuja venda no Brasil é feita exclusivamente pela Bangoo. E sim, a gente está com ele no Bazar, e sim, com um super desconto de 50%! Pode parando de bocejar, como tudo que a gente vende na Bangoo, não é qualquer livro.

O livro 3030: New Photography in China reúne fotografias realizadas por 30 novos fotógrafos chineses com idade de até 30 anos. Esse critério traz uma seleção atualíssima e arejada da nova cena em fotografia chinesa.

pen3.jpg

Caramba, e você nem sabia que tinha fotografia na China? Você assistiu às aberturas dos Jogos Olímpicos? Acho que deu para sacar que eles se dedicam de verdade às coisas que eles resolvem em fazer. Eles querem mostrar para o mundo que são bons e na fotografia não é diferente.

Só para dar o gostinho, saca só algumas das imagens que integram esse livro.

alex.jpg

wan.jpg

yan3.jpg

Tem também essa matéria do Gilberto Scofield Jr., correspondente do jornal O Globo na China, que ilustra muito bem o livro que você estará prestes a chamar de seu.

P.S: Para quem ainda tiver dúvida, tem mais imagens tiradas do livro no flickr.

Cartoon - China Contemporânea

han1.jpg

Han Yajuan, Fashionable Darling, 2008

Sábado passado teve exposição inaugurando. Neste sábado Cartoon - China Contemporânea vai embora. Mas ainda dá tempo de conferir!

A exposição traz 12 quadros em grandes dimensões das jovens artistas chinesas, Han Yujuan, Li Li e Wang Ke, representantes de um “movimento” que ficou conhecido como Geração Cartoon.

A Geração Cartoon apareceu na cidade de Guangzhou em meados dos anos 90 e seus artistas têm como característica a utilização da estética dos desenhos animados em suas obras. Espere a partir daí figuras divertidas, disformes e coloridas.

lili1.jpg

Li Li, Something, 2008.

Além disso, o trio tem em comum um bom humor quase crítico em suas obras. Exemplificado pelas peruinhas de Han Yajuan brigando por bolsas Louis Vuitton ou as meninas disformes encoleiradas de Li Li brincando com facas, ossos e sangue humanos.

Serviço
Galeria Thomas Cohn
Avenida Europa, 641, Jardim Europa,
Horário: Terça a sexta, 11h às 19h;
Sábado, 11h às 18h.
Até 12 de julho
Grátis

China Fever!

Saiu a 35ª edição do objeto de desejo, exclusivo e limitado, o calendário 2008 da Pirelli. Este é o primeiro deles clicado inteiramente na Ásia, mais precisamente em Shangai. O ensaio tem participação de beldades chinesas e algumas supermodels, incluindo a brasileira Carol Trentini. E mostra imagens da china antiga, referências, maquiagem e cores orientais. Produção caprichada que mantém o padrão de qualidade que caracteriza os calendários da empresa.

O fotógrafo responsável pelo trabalho foi o francês Patrick Demarchelie que tem diversos trabalhos publicados principalmente na área de moda.

Dá para conferir todos os calendários da empresa desde a década de 60, incluindo o de 2008 no site pirellical.com.

Huge in China III - Punk Rock


Susanne Messmer e George Lindt, diretores do documentário Beijing Bubbles

Na música o que chama mais atenção é uma cena punk emergindo em Pequim. O movimento foi retratado pelo documentário Beijing Bubbles - Punk and Rock in China’s Capital exibido neste ano na Resfest (Festival Internacional de Cultura Pop Experimental) que aconteceu na Cinemateca Brasileira. Em português, Bolhas de Pequim - Punk e Rock na capital da China. No documentário de 2004, Susanne Messmer e George Lindt, jornalistas alemães, registraram, durante quatro semanas, o cotidiano de três bandas punk chinesas: Joyside, Hang on the Box e New Pants.


New Pants


Joyside

Em entrevista para a Revista da Folha, os documentaristas datam o surgimento dos primeiros músicos de Rock na China, do final dos anos 80. Nessa época, o rock possuía um background político, ligado ao movimento pró-democracia. Nos anos 90, houve uma depressão, resposta da classe artística à violência do Exército chinês durante os protestos na Praça da Paz Celestial. Muitos artistas se exilaram nessa época, em países da Europa ou nos Estados Unidos. E, então, veio a internet, fundamental para estes novos músicos divulgarem seus trabalhos e absorver influências. E isso há apenas cinco anos.

A maioria destes artistas canta em inglês. Eles dizem que é difícil escrever letras em chinês porque há quatro tons diferentes. Mas, os alemães consideram que a escolha se dá pelo fato destes chineses quererem fazer parte da cena musical internacional. E a justificativa dos autores para uma cena tardia e ocidentalizada ter alguma relevância é a seguinte.

“A diferença é que é muito mais corajoso, mais significativo, ser o que eles são na China do que em qualquer outro lugar do mundo. Lá, os jovens estão tentando comprar um apartamento aos 22 anos. Tentam se casar o mais rápido possível, ter filhos e arrumar um emprego. É mais corajoso ser um punk e não ganhar dinheiro na China do que em outros lugares do mundo”.

Em conversa com o Gilberto Scofield Jr., correspondente do O Globo na China, por email, ele também citou a banda Hang on the Box e comentou o seguinte sobre a nova cultura realizada na China:


Hang on the Box (quase escrevi “on the Blog…”)

“A cultura produzida hoje em Pequim ainda é muito influenciada pelo Ocidente, mas tenta seriamente encontrar um caminho próprio, um jeito oriental e chinês diferenciado. Ontem mesmo eu fui ao show de três bandas de rock, uma eletrônica, sobre as quais estou escrevendo uma matéria para o segundo caderno. A mais importante delas se chama Hang on the Box, é formada por três meninas e tem oito anos de estrada. No início, era uma gritaria punk chatíssima. Hoje, fazem um som que mistura elementos chineses e melodias eletrônicas que são muito legais. Estão melhores. Isso é bem a evolução da cena pop/rock aqui”.

Huge in China II - Fotografia

 


3030: New Photography in China, vendido com exclusividade pela Bangoo

 

Na área de fotografia foi lançado no final do ano passado, 3030: New Photography in China, livro que reúne fotografias realizadas por 30 novos fotógrafos chineses com trabalhos publicados por meio da internet com até 30 anos. Esse critério para a seleção mostra uma imagem atualíssima e arejada da nova cena em fotografia chinesa. O livro está a venda no Brasil com exclusividade por nós da Bangoo (orgulho!) e na Livraria Pop.

O fundador da editora e curador na seleção dos fotógrafos deste livro foi John Millichap, jornalista inglês que morou durante 10 anos em Hong Kong. Em entrevista para a revista digital, com sede em Tóquio, PingMag, Millichap explica porque sua seleção não perdeu tempo com arte que tem a ver com Mao ou Revolução Cultural.

Nós queríamos algo que não lidasse com nenhum dos preconceitos sobre arte chinesa. Como se arte contemporânea de origem chinesa sempre tivesse que pressionar alguns botões e, de algum modo, sempre lidar com alguns clichês como Revolução Cultura e Mao. É uma geração particular e um tipo particular de arte que as audiências ocidentais ou colecionadores ocidentais consideram acessível. Por isso tende a aparecer muito o que é politicamente popular ou para utilizar outro termo, uma realidade cínica. Em contrapartida, a premissa básica dos livros de nossa editora é que após a abertura, a China mudou muito. Esta é a primeira geração de jovens que chegou a maturidade dentro desta realidade. Então, a experiência destes jovens é muito diferente e ao contrário de seus pais, eles conhecem seu país apenas como um país internacional de economia em grande crescimento. Naturalmente seu trabalho é diferente, Em seus 20 ou quase 30, eles estão amadurecendo como artistas também. Mas seu trabalho começou a ser exibido apenas muito recentemente, talvez nos poucos últimos anos, com algumas exibições e até então, apenas na China.

Veja algumas das fotografias abaixo e a entrevista na íntegra no site da PingMag.

 

Peng & Chen, Bed (right side) (2006),
Bed (left side) (2006)

Alex So, The New Generation Five

Zhang Jungang, Zhu Jia Jian Island (2006)

Wang Yifei, Untitled Portrait (2006)

Yang Chang Hong, Leaving series – 1

Lin Zhi Peng, Ivan and Wewe at a party in my apartment in winter (2006)

 

Incríveis, né? Lembrando que temos exclusividade na venda deste livro no Brasil. 3030: New Photography in China, só na Bangoo e na Livraria Pop. Para quem quiser ver mais um pouquinho, tem algumas fotos novas no Flickr. :)

Huge in China I - Artes Plásticas

As labaretas de Cultura Pop produzidas pelo Dragão Chinês já estão sendo sentidas na Terra Brasilis. Pode ser o efeito Olimpíadas, mas as coisas estão acontecendo. A exemplo de exposições que trouxeram a arte contemporânea chinesa para o Brasil. A primeira, Tesouros da China, organizada pela FAAP em 2002, fez uma reconstituição em três períodos históricos, incluindo o período contemporâneo.

E a mais recente, China Hoje, de maio de 2007, exclusivamente contemporânea, exibida no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio, trouxe a coleção Ulli Sigg. Uli Sigg, ex-embaixador suíço na China, foi um dos primeiros executivos a visitar e realizar negócios com o país após a abertura. Durante esse período, adquiriu mais de 2.000 peças que formam a mais importante coleção em arte contemporânea chinesa hoje, já exposta em uma dezena de países.

Sem Título, Qi Zhilong, 1998

Portrait n. 3, Li Dafang, 2005

Em entrevista para a revista Bravo, Alfons Hug, diretor do Instituto Goethe do Rio de Janeiro e curador da exposição no Brasil afirma: “A arte na China não é muito autoreferenciada. É muito mais uma arte que retrata as enormes transformações que a China vem atravessando, seja pela crítica política, seja no nível da sensibilidade humana. Essas mudanças levam os artistas chineses a escolher seus próprios temas, o que acabou prenunciando a freqüente agressividade adotada por eles”.

Huge in China - Introdução

Você pensa que a Bangoo é apenas um rostinho bonito? Bangoo também é cultura! Produzimos uma matéria super legal sobre Cultura Pop Chinesa - Isso mesmo: CULTURA-POP-CHINESA. Ficou curioso? Nós também! Mas em partes, porque esse negócio de ler no monitor cansa a vista…

HUGE IN CHINA

Com seu bolinho crescendo 9% ao ano - há dez anos, berço de 1/5 da população do planeta, geradora de 16,82% de toda a riqueza mundial, esse Dragão produz Cultura Pop?

Pensou Cultura Pop na China, pensou no Mao Tsé Tung multicor de Andy Warhol, porcelana kitch, brinquedinhos e todo tipo de quinquilharia de qualidade duvidosa ou pirateada. Mas você é a mesma pessoa de 20 anos atrás? A China também não é. Principalmente depois da abertura para a pouca vergonha do ocidente, uma puberdade muito louca…

n. 5 Mao Tsé Tung Series, Andy Warhol, 1972

Sim, as referências da nova Cultura Pop Chinesa agregam kitsch, reprodução do que é feito no ocidente e Japão, pop art. Mas os trabalhos que merecem destaque remetem principalmente aos ranços de um governo totalitário que ainda hoje cerceia a liberdade de expressão e limita desde acesso à Internet, ao número de filhos que um casal pode gerar. “My little China Girl says: Oh baby just you shut your mouth” diria David Bowie no início dos anos 80. O governo chinês diz em 2007.

Gilberto Scofield Jr. é correspondente em Pequim do jornal O Globo desde 2004 e diz o seguinte sobre a sociedade e a cultura chinesas:

Todos os clichês foram devidamente reenquadrados, especialmente aquele que diz que as sociedades orientais são mais zens, calmas e introspectivas. Não é o caso da China, onde vale tudo por dinheiro e as pessoas parecem à beira de um ataque de nervos. Acho que a cultura produzida hoje em Pequim ainda é muito influenciada pelo Ocidente, mas tenta seriamente encontrar um caminho próprio, um jeito oriental e chinês diferenciado.

A nova cara dessa produção chinesa, realizada principalmente por jovens, e divulgada por meio da internet pode ser observada em pinturas, fotografias, ilustrações, músicas, blogs e fotologs, por mais que o governo chinês tente impedir essas manifestações com medidas como proibir exposições, bloquear o acesso a grandes sites que hospedam esses serviços como YouTube, Blogger. Medidas revogadas, mas ainda em observação pelo governo chinês.

 

… continua no próximo capítulo.