Arquivo 'documentário'

O Universo de Keith Haring

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Keith Haring foi um dos artistas mais importantes da pop art e seu traço simples de cores fortes é inspiração em vários produtos da Bangoo como o nosso tênis e a camiseta Keith.

Para quem se interessa pelo o trabalho do artista, acaba de ser lançado em Nova York, cidade em que Keith viveu e trabalhou durante grande parte de sua vida, o documentário”The Universe of Keith Haring”.

O filme, dirigido por Chistina Clausen, tem entrevistas e imagens de arquivo com personalidades como Madonna, Yoko Ono, David LaChappelle e Andy Warhol, pessoas que faziam parte do ciclo de amizades do artista.

O filme ainda não tem data para estrear no Brasil, mas dá para conferir uma pequena prévia a partir do trailler que pode ser visto aqui.

LaChapelle no MuBE

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The House Of The End Of The World, 2005

A história de David LaChapelle como fotógrafo começa nos anos 80, quando ele deixou de trabalhar como barman em Nova York e foi contratado pelo próprio Andy Warhol para fotografar para a revista Interview.

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Death By Hamburguer, 2001

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Milk Maidens, 1998

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Lonely Doll I, 1996

Suas fotos inusitadas, ultra-saturadas e retratando celebridades de maneira mágica/fantástica/bizarra ficaram famosas nos anos 90 e ilustraram capas de inúmeras publicações como Vogue, Vanity Fair, Rolling Stone, i-D e a extinta The Face. Além de campanhas publicitárias de marcas como L’Oreal, MTV, Diesel Jeans, Ford e outras.

Além de fazer fotos para álbuns de artistas, também existe a faceta de LaChapelle fortemente ligada à vídeo-produção. O fotógrafo foi responsável por videoclipes de artistas como: Jennifer Lopez, Gwen Stefani, Christina Aguilera e Moby. O clipe de Natural Blues de Moby ganhou o prêmio de melhor videoclipe no MTV Europe Awards, em 2003.

Seu documentário “Rize” de 2005, sobre o “krumping”, um estilo de dança praticado nas periferias de Los Angeles, recebeu o Reconhecimento Especial do Júri no Festival de Sundance e ganhou como o Melhor Documentário no Aspen Film Festival.

“Heaven to Hell: Belezas e Desastres” estréia hoje em São Paulo e mostra um pouco do trabalho do artista nas duas áreas. São 25 retratos de Courtney Love, Madonna, Marilyn Manson, Angelina Jolie, Gwen Stefani e outros, os videoclipes produzidos por ele e o documentário “Rize”. A entrada é franca e a exposição fica até dia 05 de fevereiro no MuBE.

Veja o trailler de “Rize”: http://www.youtube.com/watch?v=0efEID-uCtE

E entrevista com LaChapelle para a Folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u365784.shtml

Serviço:
Heaven to Hell: Belezas e Desastres
MuBE (Museu Brasileiro de Escultura)
Av. Europa, 218
Jardim Europa – São Paulo – SP
Terça a Domingo: das 10 às 19h

Huge in China III - Punk Rock


Susanne Messmer e George Lindt, diretores do documentário Beijing Bubbles

Na música o que chama mais atenção é uma cena punk emergindo em Pequim. O movimento foi retratado pelo documentário Beijing Bubbles - Punk and Rock in China’s Capital exibido neste ano na Resfest (Festival Internacional de Cultura Pop Experimental) que aconteceu na Cinemateca Brasileira. Em português, Bolhas de Pequim - Punk e Rock na capital da China. No documentário de 2004, Susanne Messmer e George Lindt, jornalistas alemães, registraram, durante quatro semanas, o cotidiano de três bandas punk chinesas: Joyside, Hang on the Box e New Pants.


New Pants


Joyside

Em entrevista para a Revista da Folha, os documentaristas datam o surgimento dos primeiros músicos de Rock na China, do final dos anos 80. Nessa época, o rock possuía um background político, ligado ao movimento pró-democracia. Nos anos 90, houve uma depressão, resposta da classe artística à violência do Exército chinês durante os protestos na Praça da Paz Celestial. Muitos artistas se exilaram nessa época, em países da Europa ou nos Estados Unidos. E, então, veio a internet, fundamental para estes novos músicos divulgarem seus trabalhos e absorver influências. E isso há apenas cinco anos.

A maioria destes artistas canta em inglês. Eles dizem que é difícil escrever letras em chinês porque há quatro tons diferentes. Mas, os alemães consideram que a escolha se dá pelo fato destes chineses quererem fazer parte da cena musical internacional. E a justificativa dos autores para uma cena tardia e ocidentalizada ter alguma relevância é a seguinte.

“A diferença é que é muito mais corajoso, mais significativo, ser o que eles são na China do que em qualquer outro lugar do mundo. Lá, os jovens estão tentando comprar um apartamento aos 22 anos. Tentam se casar o mais rápido possível, ter filhos e arrumar um emprego. É mais corajoso ser um punk e não ganhar dinheiro na China do que em outros lugares do mundo”.

Em conversa com o Gilberto Scofield Jr., correspondente do O Globo na China, por email, ele também citou a banda Hang on the Box e comentou o seguinte sobre a nova cultura realizada na China:


Hang on the Box (quase escrevi “on the Blog…”)

“A cultura produzida hoje em Pequim ainda é muito influenciada pelo Ocidente, mas tenta seriamente encontrar um caminho próprio, um jeito oriental e chinês diferenciado. Ontem mesmo eu fui ao show de três bandas de rock, uma eletrônica, sobre as quais estou escrevendo uma matéria para o segundo caderno. A mais importante delas se chama Hang on the Box, é formada por três meninas e tem oito anos de estrada. No início, era uma gritaria punk chatíssima. Hoje, fazem um som que mistura elementos chineses e melodias eletrônicas que são muito legais. Estão melhores. Isso é bem a evolução da cena pop/rock aqui”.