Arquivo 'fotografia'

Efeito polaroid

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 Com o fechamento das fábricas que produziam os componentes dos filmes da polaroid, foi decretado o fim da fotografia instantânea, pelo menos do jeito que a gente conhecia… Tem até site fazendo campanha para a empresa reiniciar a produção. 

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 Mas um programinha lançado recentemente, que virou até grupo no Flickr, promete dar às suas fotos convencionais um pouquinho da graça, cores e saturação das fotos tiradas com filme polaroid.Vale testar! O programa chama Poladroid e pode ser baixado aqui.

Pequenos trabalhadores

Essas imagens chegaram na caixa de email da Thais e nós achamos tão bonitinhas que resolvemos subir para o blog. Clique para ver maior. Se alguém souber a autoria das imagens, conte para a gente nos comentários!

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Olhos na Favela

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Todo mundo deve ter visto por aí as fotografias embasbacantes do projeto Women are Heroes na Favela da Previdência, Rio de Janeiro.

Mas você sabe quem é o responsável? Foi o artista francês JR. Seu objetivo, além de chamar a atenção do primeiro mundo para as condições de vida nos países do terceiro, é colocar no papel, de maneira literal, a importância das mulheres em sociedades desestruturadas.

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As fotos super ampliadas e coladas nos muros da favela são de mulheres e moradores das regiões onde os lambes foram colados que convivem com pobreza e violência o tempo todo.

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O projeto já passou por Serra Leoa, Quênia, Sudão e Libéria - países que sofrem muito com guerras étnicas - e pretende passar ainda pelo Laos, Índia e Camboja.

Veja mais fotos do projeto neste site.

Leve a nova fotografia chinesa (com desconto!) para sua casa

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Penúltimo dia do Bazar Online Bangoo. Nem vou falar que não dá para deixar para depois para não ser repetitiva…

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New Photography in China de R$140 por R$70! Imperdível!

Hoje é dia de falar de um livro incrível de fotografia cuja venda no Brasil é feita exclusivamente pela Bangoo. E sim, a gente está com ele no Bazar, e sim, com um super desconto de 50%! Pode parando de bocejar, como tudo que a gente vende na Bangoo, não é qualquer livro.

O livro 3030: New Photography in China reúne fotografias realizadas por 30 novos fotógrafos chineses com idade de até 30 anos. Esse critério traz uma seleção atualíssima e arejada da nova cena em fotografia chinesa.

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Caramba, e você nem sabia que tinha fotografia na China? Você assistiu às aberturas dos Jogos Olímpicos? Acho que deu para sacar que eles se dedicam de verdade às coisas que eles resolvem em fazer. Eles querem mostrar para o mundo que são bons e na fotografia não é diferente.

Só para dar o gostinho, saca só algumas das imagens que integram esse livro.

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Tem também essa matéria do Gilberto Scofield Jr., correspondente do jornal O Globo na China, que ilustra muito bem o livro que você estará prestes a chamar de seu.

P.S: Para quem ainda tiver dúvida, tem mais imagens tiradas do livro no flickr.

Casas onde moraram grandes escritores e a arquitetura do Chile

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O Museu da Casa Brasileira traz exposição que mostra um pouco da arquitetura chilena, dividida em três partes.

A primeira ilustra com fotografias, maquetes e videoprojeções a arquitetura de diversos momentos históricos do país.

A segunda parte, mostra o olhar dos novos arquitetos, vencedores do prêmio nacional chileno de arquitetura em 2006, que propõem a paisagem e a natureza como suporte.

A terceira é dedicada à poetas chilenos que usaram suas casas como extensão de sua obra literária como Pablo Neruda, Vicente Huidobro, Nicanor Parra, Gonzalo Rojas e Gabriela Mistral.

Serviço:
Utopias Arquitetônicas Chilenas
Até 21/10
Museu da Casa Brasileira
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 - Itaim
São Paulo - SP
Horários: Terça a Domingo: das 10h às 19h
Preço: R$4 (inteira) R$2 (estudantes)
Domingo: Grátis

Boogie lança “São Paulo”

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Vladimir Milivojevich, o fotógrafo Boogie, nasceu em 1969 em Belgrado, Sérvia. Lá foi criado e vivenciou 10 anos de crise econômica e guerra civil. Seu trabalho ficou conhecido por suas fotos cruas em preto e branco, retratando geralmente situações e pessoas em pobreza e/ou violência extremas.

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Suas primeiras fotos, ainda em sua cidade natal, capturaram o cotidiano de grupos neo-nazistas. Em meados dos anos 90, o fotógrafo conseguiu um green card em uma rifa e mudou-se para Nova York. Morou inicialmente no Queens e depois se mudou para o Brooklyn. Lá fotografou viciados e gangues em Nova York que compõem It’s All Good, seu primeiro livro lançado em 2006, seguido de Boogie, em 2007, e Belgrado Belongs to me, este ano.

Tempo depois, com algum reconhecimento alcançado, o fotógrafo fez trabalhos comerciais para a campanhas comerciais como a Real Basket da Nike e teve a oportunidade de viajar para países como Bulgária, França, Itália, Sérvia, Brasil, Cuba, România, Alemanha, Turquia e Grécia.

Em entrevista de 2007, Boogie afirmou que sua cidade preferida até o momento havia sido São Paulo. Pelo jeito o favoritismo rendeu. O fotógrafo acabou de lançar em parceria com a editora americana PowerHouse Books um livro intitulado São Paulo com registros de sua experiência na cidade brasileira.

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Antes do lançamento do livro, em entrevista ao site de fotografia Lost.art.br, Boogie contou sobre sua experiência em São Paulo.

A sensação dominante em São Paulo é de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento. Caminhar era cansativo porque eu tinha que ficar esperto o tempo todo. Era fotografia de guerrilha de certa forma. Eu fotografava rapidamente, mudava de locação, e voltava a fotografar. É uma cidade estranha com uma energia estranha. Comunicação era um grande problema porque poucos falam inglês.

Estive lá por uma semana e por uns três ou quatro dias fiquei com algumas pessoas locais. Isso ajudou muito. Eu não tinha idéia do que esperar. Pessoas estavam tentando me assustar com histórias de sequestros e roubos a mão armada, mas eu estive ok. É perigoso, mas não é Bagdá, você sabe.

É possível conferir outras fotografias tanto de “São Paulo” quanto dos outros livros do fotógrafo em seu site: http://www.artcoup.com/

Céus de São Paulo

A série Céus de São Paulo é um registro da megalópole do topo dos seus arranha-céus. Suas luzes, formas, personagens e seu “quase” silêncio.  Seguem algumas imagens da série ainda em construção. A Bangoo e a Vinil, estúdio de novas mídias e design que a concebeu, são irmãs do IMEA - Instituto de Mídia e Artes, que já produziu exposições de fotografia no Brasil e no exterior.

Imagem da série Céus de São Paulo, Fernanda Cerávolo

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Céus de São Paulo

Céus de São Paulo - cinza

 

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Céus de São Paulo - laranja

 

Céus de São Paulo

Céus de São Paulo - marrom

Céus de São Paulo

Céus de São Paulo - amarelo

 

 

LaChapelle no MuBE

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The House Of The End Of The World, 2005

A história de David LaChapelle como fotógrafo começa nos anos 80, quando ele deixou de trabalhar como barman em Nova York e foi contratado pelo próprio Andy Warhol para fotografar para a revista Interview.

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Death By Hamburguer, 2001

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Milk Maidens, 1998

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Lonely Doll I, 1996

Suas fotos inusitadas, ultra-saturadas e retratando celebridades de maneira mágica/fantástica/bizarra ficaram famosas nos anos 90 e ilustraram capas de inúmeras publicações como Vogue, Vanity Fair, Rolling Stone, i-D e a extinta The Face. Além de campanhas publicitárias de marcas como L’Oreal, MTV, Diesel Jeans, Ford e outras.

Além de fazer fotos para álbuns de artistas, também existe a faceta de LaChapelle fortemente ligada à vídeo-produção. O fotógrafo foi responsável por videoclipes de artistas como: Jennifer Lopez, Gwen Stefani, Christina Aguilera e Moby. O clipe de Natural Blues de Moby ganhou o prêmio de melhor videoclipe no MTV Europe Awards, em 2003.

Seu documentário “Rize” de 2005, sobre o “krumping”, um estilo de dança praticado nas periferias de Los Angeles, recebeu o Reconhecimento Especial do Júri no Festival de Sundance e ganhou como o Melhor Documentário no Aspen Film Festival.

“Heaven to Hell: Belezas e Desastres” estréia hoje em São Paulo e mostra um pouco do trabalho do artista nas duas áreas. São 25 retratos de Courtney Love, Madonna, Marilyn Manson, Angelina Jolie, Gwen Stefani e outros, os videoclipes produzidos por ele e o documentário “Rize”. A entrada é franca e a exposição fica até dia 05 de fevereiro no MuBE.

Veja o trailler de “Rize”: http://www.youtube.com/watch?v=0efEID-uCtE

E entrevista com LaChapelle para a Folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u365784.shtml

Serviço:
Heaven to Hell: Belezas e Desastres
MuBE (Museu Brasileiro de Escultura)
Av. Europa, 218
Jardim Europa – São Paulo – SP
Terça a Domingo: das 10 às 19h

Rock on!

A exposição Rockers aconteceu entre 16 de maio e 1º de julho deste ano no museu de arte brasileira da FAAP e exibiu famosos registros fotográficos de Bob Gruen, considerado um dos mais importantes e influentes fotógrafos de Rock ‘n Roll do mundo. Em comemoração pela exposição foi lançado o livro Rockers pela Cosac Naify que contém todas as fotos exibidas na ocasião e que está a venda na Bangoo.

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Uma das duas capas do livro Rockers,
John Lennon, Nova York, 1974

Rafael Teixeira, também conhecido como Ruffles, dinossauro de blog e colaborador eventual para o Banana Mecânica, postou agora no Twitter o link de uma resenha sobre a exposição que ia para o Banana, mas que acabou não ficando pronta a tempo e virou post de blog. O Rafael emprestou a resenha para a gente numa boa e ela vem na íntegra após o bip:

Exposição “Rockers”, de Bob Gruen @ FAAP-SP

“O fotógrafo certo, na hora certa”. Essa seria a definição ideal para Bob Gruen, que capturou cenas e pessoas que tornaram-se a identidade de uma cena musical que passa por cultura e comportamento. Por se tratarem de fotos de personagens do rock ora consagrados, ora controversos, a exposição se prende mais às fotos já conhecidas do público, sem perder no entanto o enfoque do íntimo com os fotografados e o aspecto urbano da música retratada – punk rock, anarquia urbana, transgressão social, sonoridade conturbada e visual provocativo.

Inspirada no referencial da cena punk dos anos 70/80, a cenografia e apresentação vão de encontro ao que se espera do conteúdo – fotos de nomes consagrados do rock, pop e punk rock das últimas 3 décadas. Linguagem jovem e contemporânea, carregada nas cores fortes e ácidas, sem deixar de ser adequada ao público visitante deste tipo de exposição. O trabalho de sonografia é bastante adequado – e necessário, já que aqui estamos diante de personagens da história da música e cultura punk.

O acervo é variado, e denota os principais nomes, situações e ambientes freqüentados. Peca somente no que diz respeito a mostrar outros olhares sobre os clicados (talvez exceto por John Lennon e sua família), mas não perde em momento algum o foco principal, que é mostrar como a atitude desses personagens influenciou e influencia a cultura pop até hoje.

John Lennon, Tina Turner, Sid Vicious, Andy Warhol, Debbie Harry, entre outros, tiveram transformados alguns de seus melhores momentos (seja ao palco, nos bastidores de uma performance ou na noite nova-iorquina) em ícones fotográficos. Não se discute a qualidade estética” das fotos – até por conta do tema abordado – mas sim o registro e seleção das cenas, como prova documental de uma época. E, nesse quesito, a exposição tem um de seus maiores trunfos; é obrigatória para quem tem interesse pelo registro histórico de um dos movimentos culturais e musicais mais conturbadores do século 20.

Épica Revolucionária Cubana

Entre Julho e Agosto de 2006, foi realizada pelo Instituto de Mídia e Artes a exposição Épica Revolucionária Cubana onde foram expostas registros fotográficos dos primeiros anos da Revolução Cubana (1959-1969). As fotografias foram reunidas e organizadas por Marucha (Maria Eugenia Haya, 1944-1991), fotógrafa cubana, pesquisadora e fundadora da fototeca de Cuba em 1986.

Presentes na exposição, registros de Raúl Corral - Corrales, Alberto Días (Korda), Osvaldo Salas e outros importantes expoentes que documentaram o período. Korda, entre outros trabalhos, foi o autor do retrato mais famoso de Ernesto Che Guevara, Guerrillero Heroico.


Pôster com gravura inspirada em Guerrillero Heroico

A Bangoo em parceria com o Instituto de Mídia e Artes, organizador da exposição, está vendendo pôsteres com gravura inspirada na famosa foto de Che e uma coleção de 5 fotografias autenticadas pela fototeca de Cuba que acompanha uma moldura em acrílico. Abaixo as fotos incluídas na coleção.

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Roberto Salas, 1971 Libório Noval, 1977

 

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Korda, 1961

 

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Raul Corral, 1960

 

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Roberto Salas, 1961

 

A Bangoo também vende o livro Cuba por Korda que aprofunda e ilustra o trabalho do fotógrafo do fotógrafo Alberto Días - Korda. O fotógrafo acompanhou de perto Che Guevara e Fidel Castro ainda no período das Guerrilhas, de dentro a ascensão do novo regime, até tornar-se por muitos anos fotógrafo pessoal de Fidel.

Ótimas sugestões de presente para o natal, imperdíveis para quem gosta de fotografia ou tem interesse pela história política cubana.