Arquivo 'ilustração'

Anatomia não-viva

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Lembra daqueles mapas que mostram os sistemas internos de seres vivos? Músculos, órgãos, veias, artérias e ossos uncensored?

O artista Jason Freeny teve a idéia de mapear seres não-vivos que pelo menos, pelo o que gente saiba, não teriam como ser mapeados.

Veja como funcionam, na concepção de Freeny, os sistemas imunológico, digestivo, cerebral, de um ursinho de bala de goma, um toy art ou um cachorro de bexiga. A última dele foi a anatomia de um boneco lego!

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Mais trabalhos do artista aqui!

Diego Medina em galeria de Londres

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Em 1º de agosto aconteceu a primeira exposição da SRK, uma agência de Londres que representa criativos do mundo inteiro, na Galeria Londrina Whitechapel e o Diego Medina, ilustrador e músico, que a Bangoo entrevistou no começo do ano, participou representado por alguns de seus trabalhos.

“O pessoal da SRK de Londres me convidou pra fazer parte do time deles no início do ano. Topei. Aí conheci pessoalmente os caras em maio e eles armaram essa exposiçãozinha com o pessoal que eles tão representando por lá”. Legal, né?

Art Breaks: O acervo de vinhetas da MTV no Oi Futuro

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Quem já passou muito tempo grudado na MTV,  ou mesmo quem assiste ou assistiu entre zapeadas, sabe que as vinhetinhas - que tinham como função inicial, pontuar espaço não preenchido por propaganda - se tornaram parte integrante da identidade do canal. É estranho imaginar a MTV sem suas vinhetas tão características.

Quem é do Rio tem até o dia 17 de setembro, para relembrar e rever aproximadamente 200 vinhetas produzidas por artistas e ilustradores de mundo inteiro. O acervo está no Centro Cultural Oi Futuro exibido em um grande mosaico interativo que convida o visitante à imersão.

Art Breaks: MTV e a Cultura Visual Contemporânea reflete sobre como as vinhetas conseguiram dialogar com o público jovem de maneira totalmente não-convencional, quase desconstruída. A exposição faz um panorama do que havia de mais novo e experimental em arte, cinema e ilustrações no finalzinho da década de 80 e década de 90. Trabalhos estes que influenciaram as gerações seguintes.

Serviço:
Art Breaks: MTV e a Cultura Visual Contemporânea
Oi Futuro
De 08/07 a 17/08
R. Dois de Dezembro, 63 – Flamengo
Rio de Janeiro - RJ
Horário: 11h às 20h
Preço: Grátis

“Do Ukiyo ao Mangá”: traça um panorama da arte nipo-brasileira

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Urata Spancall, 2007, Sem Título

O Espaço Cultural BM&F/Bovespa inaugurou esta semana exposição em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa. ‘Do Ukiyo ao Mangá’ traça um panorama da arte nipo-brasileira: da primeira leva de imigrantes aos dias atuais. A exposição é dividida em três principais momentos: Pioneiros, Pós-Bienal ou Pós-Guerra e Contemporâneos.

As 70 obras de mais de 40 artistas incluem pinturas, sumi-ês e mangás. Além de parte dedicada aos ukiyos - gravuras japonesas anteriores à imigração - datadas dos séculos XVII, XIX e XX e um espaço reservado às cerâmicas e esculturas.

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Manabu Mabe, 1997, Auto-Retrato

Pioneiros contempla a produção realizada entre os anos 30 e 40. São apresentadas e gravuras em sumi-ê - técnica monocromática que usa tinta preta extraída de vegetais, o sumi. A técnica faz necessárias pinceladas rápidas e precisas, além de atuação quase teatral do pintor. Manabu Mabe é o artista em destaque.

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Yayoi Kusama, 1999, Copo com Canudo

Em 1951, com o final da guerra, a primeira edição da Bienal trouxe 49 artistas japoneses que provocaram mudança no foco da arte de artistas nipo-brasileiros, cujo trabalho, a partir de então, se tornou fortemente influenciado pelo abstracionismo. Além do caminho abstracionista, estão na exposição dois dos expoentes da vanguarda japonesa de pop art, representadas por Takashi Murakami e Yayoi Kusama.

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titi Freak, 2008, O Encontro

A última fase da mostra, Contemporâneos, aglutina novos artistas nipo-descendentes da Choque Cultural. Globalizados, têm em comum uma relação muito forte com a cultura de rua, grafitti e ilustração.

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Atsuo Nakagawa, 2008, Sem Título

Entre os artistas estão os japoneses Atsuo Nakagawa e Urata Spancall que mantém constante intercâmbio com brasileiros, Titi Freak, que trabalhou nos estúdios de Maurício de Souza e recentemente foi convidado pela Nike. Também estão na exposição, Rafael Buia, Gachaco, Yumi Takatsuka e Whip.

Serviço:
Do Ukiyo ao Mangá
Espaço Cultural BM&F/BOVESPA
Praça Antonio Prado, 48
São Paulo - Centro
Horário: Segunda a sexta, 10h às 18h
Visitas monitoradas podem ser agendadas pelo telefone: (11) 3119-2404
Até 19/08
Grátis

Loro Verz na Galeria Coletivo

 

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Loro Verz era aquele cara da escola que fazia caricaturas. Terminado o colégio, prestou direito na PUC, passou e já matriculado, viajou para ficar seis meses em Londres. Seis meses depois, ele decidiu que não ia mais voltar.

Durante os oito anos que passou lá, desenhando, grafitando e pintando, fez novos amigos, trocou o direito pelas Artes Plásticas na Saint Martins School of Arts & Design. E para se sustentar, trabalhou de tudo que você possa imaginar: de entregador de panfleto a lavador de pratos.

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Mas Loro acabou voltando. “Na época eu estava fazendo uns quadros para um cara e em troca ele deixava eu morar de graça na garagem dele. Um dia, bêbado, eu acabei caindo em cima da minha própria mão, que quebrou… Aí, eu não tinha mais como trabalhar! E o cara acabou me expulsando. Juntei o dinheiro que eu tinha e voltei para o Brasil”.

No Brasil, tudo que ele queria era voltar para Londres. “Eu cheguei aqui e tudo de arte que eu via era planta, flor, cavalo. (risos). Brincadeira, existia uma cena. Mas eu não conhecia nada, nem ninguém e só pensava em voltar para continuar fazendo arte com os meus amigos de lá”.

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Para se virar, depois da volta, ele começou a dar aulas de inglês. “Eu estava até ganhando uma grana legal. Dava para me sustentar e viver decentemente. Mas eu resolvi parar de dar aula de inglês e fazer o que eu realmente gosto, que é arte!”.

As inspirações para arte de Loro estão na rua, em situações inusitadas e na simultaneidade. Simultâneo que é, Loro não pára. O artista ficou entre os 15 finalistas do 2º concurso de ilustração promovido pelo jornal Folha de S. Paulo. O prêmio acabou dando a oportunidade depois para que ele se tornasse o ilustrador do jornal Publimetro.

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Um dia me ligaram dizendo que queriam conversar comigo. Estavam montando um novo jornal, entregue de graça para as pessoas, que já existia em várias cidades do mundo, e precisavam de um ilustrador. Achei que era piada de um amigo meu, o Felipe, mas acabei indo. Desde então, eu entrego uma tirinha toda semana”.

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Loro deixou de dar aulas de inglês, mas esse negócio de ser professor não o abandonou. Agora ele dá aulas de arte. “Na época que eu larguei tudo, eu passei a mandar meu currículo para todas as escolas que eu considerava legais. Um tempão depois, o pessoal da Escola São Paulo me ligou. Eu dou aula lá de desenho, ilustração e grafitte”.

Artistas que Loro considera muito bons? Um italiano chamado BLU, o cartunista Allan Sieber e Alessandra Cestac.

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Um pouco dos trabalhos de Loro podem ser vistos no Bar B, no Bar Santa Augusta e em algumas lojas da marca de artigos esportivos Puma. Amanhã tem bate-papo + Live Paiting com ele na Coletivo Galeria a partir das 20h. Lá você poderá ver sua primeira exposição individual no Brasil que fica no espaço até sábado.

Serviço:
LORO VERZ
Coletivo Galeria
Até dia 19/07
Rua dos Pinheiros, 493 - Pinheiros- SP
Horários:Terça a sexta das 15 às 21hs
Sábado das 14 às 19hs
Grátis

Loro, e que história é essa de ter sido vice-campeão de um concurso de dança da MTV? “Eu tinha acabado de chegar de Londres e só pensava em voltar para lá. Mas não tinha grana nenhuma! Um dia estava de bobeira no Shopping Iguatemi com uma amiga e estavam gravando as pessoas dançando para um concurso de dança da MTV. O prêmio era uma viagem para Londres. Perfeito! Daí o plano era ganhar, ir pra Londres, me disperçar da galera da MTV e ir para casa de um amigo. Aí fui, passei por várias eliminatórias, mas perdi na final. Eu era reconhecido nos lugares. Fui muito zoado por essa história, já...”.

Épica Revolucionária Cubana

Entre Julho e Agosto de 2006, foi realizada pelo Instituto de Mídia e Artes a exposição Épica Revolucionária Cubana onde foram expostas registros fotográficos dos primeiros anos da Revolução Cubana (1959-1969). As fotografias foram reunidas e organizadas por Marucha (Maria Eugenia Haya, 1944-1991), fotógrafa cubana, pesquisadora e fundadora da fototeca de Cuba em 1986.

Presentes na exposição, registros de Raúl Corral - Corrales, Alberto Días (Korda), Osvaldo Salas e outros importantes expoentes que documentaram o período. Korda, entre outros trabalhos, foi o autor do retrato mais famoso de Ernesto Che Guevara, Guerrillero Heroico.


Pôster com gravura inspirada em Guerrillero Heroico

A Bangoo em parceria com o Instituto de Mídia e Artes, organizador da exposição, está vendendo pôsteres com gravura inspirada na famosa foto de Che e uma coleção de 5 fotografias autenticadas pela fototeca de Cuba que acompanha uma moldura em acrílico. Abaixo as fotos incluídas na coleção.

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Roberto Salas, 1971 Libório Noval, 1977

 

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Korda, 1961

 

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Raul Corral, 1960

 

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Roberto Salas, 1961

 

A Bangoo também vende o livro Cuba por Korda que aprofunda e ilustra o trabalho do fotógrafo do fotógrafo Alberto Días - Korda. O fotógrafo acompanhou de perto Che Guevara e Fidel Castro ainda no período das Guerrilhas, de dentro a ascensão do novo regime, até tornar-se por muitos anos fotógrafo pessoal de Fidel.

Ótimas sugestões de presente para o natal, imperdíveis para quem gosta de fotografia ou tem interesse pela história política cubana.

Diego Medina não pára: ZOMBIEOPER e CUSTOMILK

 


Diego Medina, por Grazi Kerpen em foto para Revista MTV

O Blog da Bangoo entrevistou o Diego Medina, gaúcho, designer, ilustrador, multi-instrumentista, vocalista, produtor, diretor de arte, videomaker, garoto propaganda, modelo, dançarino… E sim! A parte do garoto propaganda é verdade! Dá pra ver o Diego aqui e aqui promovendo a cerveja Polar, como se pode dizer, a cerveja oficial do Rio Grande do Sul, e como o “chocolate” do Twix. (quase escrevi Twitter, eita!)

Como Martin Luther, Diego tem um sonho… “Meu sonho seria morar numa casa enorme com um pátio enorme onde eu pudesse trabalhar por lá o tempo todo, seja com música, ilustrações, direção de arte, vídeos, etc. Mandaria meu trabalho pela internet, depositariam o pagamento na minha conta e deu”. Mais ou menos assim dá para resumir esse cara multimídia que faz e quer continuar fazendo tudo e de tudo em casa.

Sobre Toyart, um assunto que sempre volta aqui no blog, ele afirma adorar o gênero, mas ainda acha muito caro. Ele tem alguns, mas os que ele mais sonha comprar custam muito caro e ele não é tão doido varrido a ponto de gastar tanto dinheiro. Ao mesmo tempo, criticou os muito aficionados: “Ao meu ver, são pessoas tão irritantes quanto os “indies” que precisam estar sempre na moda, ouvir tudo que é artista hype. Esse desespero em querer ser sempre cool, descolado me irrita”.

Na CUSTOMILK, exposição de Toyart feitos em caixas de leite longa vida da qual eu falei sobre aqui no Blog ontem, Diego participou customizando uma das caixinhas. Quando perguntei se alguma das que estavam no site era a dele, ele negou e respondeu humilde que a dele estava bem mais sem graça, que fez às pressas, ficou “sujona” mas que gostou do resultado.

O designer tenta mudar um pouco a linha de seu trabalho em design e ilustras. “Acho que já encheu o saco esse lance de bichinhos fofinhos, carinhas fofinhas, psicodelia fofinha, trocentas ilustrações parecidas. Eu curtia bastante esse tipo de traço, mas vou tentar seguir por uma linha mais demente, experimental. Claro que meu lado mais pop, mais limpo vai aflorar junto, mas preciso achar um meio termo entre o podre + sujo + estranho e o limpo + fofo + psicodélico“. Dá pra ver um pouquinho do que ele já fez nessa área no site dele.

Uma das facetas mais conhecidas do Diego é como músico. Ele foi vocalista da Vídeo Hits que começou com uma demo caseira e acabou nas mãos de uma gravadora. A banda teve um relativo sucesso, principalmente no sul do país, mas dessa fase ele não gosta de falar muito. “Não tenho mais saco pra contar a história toda. Por mim, ela segue morta e enterrada, não tenho saudades daquela época. Deixar que tanta gente meter a mão num troço que é artístico sempre dá em merda. Empresários, diretores de gravadora, tour manager, é muita gente dando pitaco num troço que supostamente é pra ser mais livre, mais artístico. Eu nunca vi música pelo lado mercadológico, quando vi como funciona, broxei, mas não cuspo no prato 100%”.

Amigos do Diego gravando disco 777

Após o fim da Vídeo Hits, Diego não parou de fazer música. No site dele e no Trama Virtual você consegue baixar todos as faixas dos projetos musicais, tipo os Massa, o projeto em que ele junta todos os amigos em casa e a galera bebum improvisa alguma coisa. “Em breve sai o disco 777, como gravamos o 666 louvando o diabo ano passado, no dia 06/06/06, resolvemos fazer um em prol de Deus no dia 07/07/07. O engraçado é que o disco do diabo ficou fofinho, e o disco pra deus ficou raivoso”.

Diego e Desirée em foto de divulgação da ZOMBIEOPER

Senador Medinha é o outro projeto de Diego que ele grava sem essa galera toda quando quer deixar as músicas bem gravadas e certinhas. Junto com Desirée Marantes, violinista dos Massa, eles lançaram hoje ZOMBIEOPER, uma ópera rock de 24 faixas com o tema zumbis X humanos. O disco tem participação d´Os Massa, Roberto Panarotto (Repolho), FLU (ex-De Falla), Benjão (Do Amor), Gabriel Bubu (Los Hermanos, Do Amor), Kassin (…+2), Gruff Rhys (Super Furry Animals), Thomas Dreher, Carlita (a esposa do Diego), o pai do Diego, e por aí vai…

Gruff Rhys, vocal do Super Furry Animals, dando uma palhinha na casa do Diego

Você leu Super Furry Animals no meio de tudo isso e assustou? Eu também. Ele explicou como aconteceu. “O Kassin, produtor carioca e amigão meu, me apresentou o Gruff, vocalista do Super Furry Animals, há uns anos atrás quando a banda estava mixando um disco no Rio. Eu sempre curti a banda, desde o primeiro disco. Aí neste ano o Gruff me mandou um email avisando que vinha pro Brasil pra tocar em São Paulo e para gravar um documentário sobre galeses (o Super Furry é do país de Gales) que vivem na América do Sul. Ele me disse que ia passar pelo Rio Grande do Sul e queria me encontrar. QUASE CAÍ DURO PRA TRÁS!! Como estávamos gravando o disco, convidei ele pra aparecer lá em casa e gravar alguma coisa pra ópera. Ele topou numa boa. Aí eu fui pro céu…”

Corre para ouvir a ZOMBIEOPER!
http://www.zombieoper.com

Huge in China - Introdução

Você pensa que a Bangoo é apenas um rostinho bonito? Bangoo também é cultura! Produzimos uma matéria super legal sobre Cultura Pop Chinesa - Isso mesmo: CULTURA-POP-CHINESA. Ficou curioso? Nós também! Mas em partes, porque esse negócio de ler no monitor cansa a vista…

HUGE IN CHINA

Com seu bolinho crescendo 9% ao ano - há dez anos, berço de 1/5 da população do planeta, geradora de 16,82% de toda a riqueza mundial, esse Dragão produz Cultura Pop?

Pensou Cultura Pop na China, pensou no Mao Tsé Tung multicor de Andy Warhol, porcelana kitch, brinquedinhos e todo tipo de quinquilharia de qualidade duvidosa ou pirateada. Mas você é a mesma pessoa de 20 anos atrás? A China também não é. Principalmente depois da abertura para a pouca vergonha do ocidente, uma puberdade muito louca…

n. 5 Mao Tsé Tung Series, Andy Warhol, 1972

Sim, as referências da nova Cultura Pop Chinesa agregam kitsch, reprodução do que é feito no ocidente e Japão, pop art. Mas os trabalhos que merecem destaque remetem principalmente aos ranços de um governo totalitário que ainda hoje cerceia a liberdade de expressão e limita desde acesso à Internet, ao número de filhos que um casal pode gerar. “My little China Girl says: Oh baby just you shut your mouth” diria David Bowie no início dos anos 80. O governo chinês diz em 2007.

Gilberto Scofield Jr. é correspondente em Pequim do jornal O Globo desde 2004 e diz o seguinte sobre a sociedade e a cultura chinesas:

Todos os clichês foram devidamente reenquadrados, especialmente aquele que diz que as sociedades orientais são mais zens, calmas e introspectivas. Não é o caso da China, onde vale tudo por dinheiro e as pessoas parecem à beira de um ataque de nervos. Acho que a cultura produzida hoje em Pequim ainda é muito influenciada pelo Ocidente, mas tenta seriamente encontrar um caminho próprio, um jeito oriental e chinês diferenciado.

A nova cara dessa produção chinesa, realizada principalmente por jovens, e divulgada por meio da internet pode ser observada em pinturas, fotografias, ilustrações, músicas, blogs e fotologs, por mais que o governo chinês tente impedir essas manifestações com medidas como proibir exposições, bloquear o acesso a grandes sites que hospedam esses serviços como YouTube, Blogger. Medidas revogadas, mas ainda em observação pelo governo chinês.

 

… continua no próximo capítulo.